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Jeová Campos bate de frente e ironiza língua afiada de Virgulino

"Eu quero prestar minha solidariedade a ex-secretária Livânia Farias, porque ela está sendo julgada sem ter o direito de se defender. Ela tem muita capacidade de fazer sua autodefesa, mas até agora ela só recebeu julgamento. Espero que o devido processo se estabeleça e ela tenha o direito constitucional de provar sua inocência”, disse hoje (19), o deputado estadual Jeová Campos em discurso na ALPB. O discurso do parlamentar aconteceu após deputados da oposição ocuparem a tribuna da Casa com duras críticas a ex-secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias, alvo da Operação Calvário.

Para Jeová, o dom das palavras, muitas vezes grosseiras, são típicas de justiceiros. “Não sou daqueles que querem fazer Justiça com as próprias mãos. Eu sou um cidadão que acredita no Estado Democrático de Direito, nas instituições e acreditar nas instituições é acreditar naquilo que é procedimento, respeitar o devido processo legal e não fazer julgamento antecipado de ninguém. É assegurar o curso de um processo, o contraditório e a ampla defesa”, destacou o parlamentar que também é advogado.

Se dirigindo nominalmente ao deputado Walber Virgulino, ex-secretário do governo Ricardo Coutinho, o deputado Jeová disse que o seu colega deveria pautar o parlamento com bons debates e lhe fez um desafio. “Qual foi a representação que vossa excelência fez ao Ministério Público na época em que era secretário do governo de Ricardo Coutinho? Se o fez, traga aqui para mim. Porque falar dos outros é muito fácil, botar a faca no pescoço alheio é muito fácil. Chegar aqui e fazer um discurso austero, moralista e justiceiro e muito fácil”, afirmou Jeová.

Para o deputado, quem participou como secretário de um governo até pouco tempo atrás e não denunciou nenhum ato ilícito não deve ter uma língua tão afiada assim. “Esse e o tipo do discurso sem lastro. Por que somente agora o ex-secretário vem falar de corrupção? Das duas uma: ou o governo é moralmente correto ou o ex-secretário prevaricou quando na condição de ordenador de despesas e não representou ninguém integrante do governo que outrora participou”, reiterou Jeová. De acordo com o parlamentar, “discurso sem lastro na vida política é, na realidade, puro oportunismo”.

 

 

Redação

 


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