O Ministério das Relações Exteriores chamou para consultas o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, após ofensas proferidas pelo presidente da Argentina Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Milei participou, no último final de semana em São Paulo, da convenção do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Seu discurso foi repleto de ofensas ao seu homólogo brasileiro, insultando-o diretamente mais de uma vez. Em uma delas, chamou o presidente do Brasil de “presidiário” e Moraes de “lixo careca”.

O Ministério das Relações Exteriores lamentou o episódio e destacou que os dois países mantêm mais de 200 anos de “amizade e cooperação”, além de o Brasil ser o principal parceiro comercial do país vizinho.
“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro. É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, informou a nota oficial.
Para o Itamaraty, as declarações de Milei são vistas como uma afronta ao presidente Lula e às instituições brasileiras.
Ao convocar Raimondi, o Brasil demonstra insatisfação e busca explicações da Argentina sobre o episódio protagonizado por Milei.
Além da convocação do diplomata argentino, o governo brasileiro também determinou o retorno do embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas. A medida é adotada como forma de demonstrar desagravo sobre a conduta de um determinado país.
Com CNN
