Tadinho. O secretário de Planejamento e Gestão, Ademir Melo, está sendo fritado pelo governo – o último ataque veio da deputada Olenka Maranhão, que o desautorizou a se pronunciar sobre a UEPB – e não encontra acolhida nem mesmo dentro do seu partido, o PC do B. Mas tudo o que ele fez foi dizer a verdade. É isso aí, Maranhão quer mesmo a UEPB, um reduto claramente cassista, de pires na mão, se humilhando. Fez a cena bonita com a reitora, tentou tranquilizá-la, mas era tudo brincadeirinha de mau gosto, pois o que ele puder fazer para complicar a vida do pessoal da UEPB, ele o fará. E o secretário, inocentemente, só fez revelar isso numa cândida entrevista à imprensa campinense.
Ô, coitado.
Se Maranhão nunca foi mesmo com a “cara” daquela universidade, que dirá depois da greve de fome que a hoje reitora fez para conseguir uma audiência com o governador Maranhão, em seu segundo mandato! A greve de fome expôs a insensibilidade do governador em relação à UEPB e empurrou a comunidade acadêmica para os braços da oposição. O resultado, todos sabem: a tão sonhada autonomia financeira foi conquistada no governo Cássio. Ponto pra Cássio.
Agora o jeito é fritar o secretário comunista, dizer que ele falou o que não devia, e fazer com que Maranhão pareça que nunca teve más intenções em relação à universidade. Que tudo não passou de uma trapalhada do secretário.
Tadinho do Ademir… Só falou a verdade.
Não tem opção: ou ele perde o cargo, ou perde o respeito dentro do governo. Tudo por ter falado unicamente a verdade escondida por trás de um falso gesto gentil do governador em relação à reitora. Sim, a verdade é essa mesma: fique “trankila”, Marlene Alves, você terá o dinheiro, mas só depois que esticar o braço com o pires na mão. Todo mês.
Pode ser que agora, depois desse bafafá todo, Maranhão consiga entender que é melhor deixar a UEPB quieta. Não por um ataque súbito de bom senso e sensibilidade, mas porque não tem outra saída para ficar bem na foto.
Maranhão soube esconder muito bem, embora só por apenas alguns dias, o seu plano maquiavélico. Tinha que vir um secretário ingênuo e estragar tudo.
Ô, Ademir, isso é verdade que se diga?
