Categorias: Política

Ipsem é exemplo da diferença entre as administrações em CG

Quem mora em Campina Grande e acompanha a política e os assuntos administrativos de perto conhece bem a história do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais. Criado há cerca de 18 anos, o IPSEM, por volta de 2005, estava fadado a fechar as portas.

O problema é que, desde a sua criação, a Prefeitura de Campina Grande descontava os valores do IPSEM nos contracheques dos funcionários, mas quase sempre não os repassava ao Instituto, gerando uma dívida de aproximadamente R$ 80 milhões em 2005, sem contar com a atualização financeira monetária da dívida.

Quem não lembra que, no passado, para ‘amortizar’ parte da dívida, a Prefeitura fez uma operação que, até hoje, soa como inacreditável, esdrúxula e arriscada (para não dizer imoral), ao comprar, sem nenhuma justificativa, o prédio das antigas Lojas Brasileiras, no centro da cidade, e depois, bote sem justificativa nisso, repassá-lo para o Ipsem?

O prédio, depois, foi transformado num local para abrigar antigos vendedores ambulantes que viviam nas ruas de Campina. Agora, me digam: prá que diabos um Instituto de Previdência queria um prédio daqueles? E prá que diabos o Ipsem quer um Centro Comercial? Só para tapar o buraco financeiro do passado mesmo, não?

Aliás, esse ‘buraco financeiro’ nem foi tapado em sua totalidade. Primeiro porque, em 2005, ainda existiam R$ 80 milhões de dívida da Prefeitura pra com o Instituto. Segundo porque, pasmem, a Prefeitura de Campina Grande, ainda hoje, é cobrada porque quem vendeu o prédio e não recebeu todo o dinheiro da negociação. Hilário, não?

Porém, eis que a história muda, a partir de 2005. Hoje o IPSEM é o segundo melhor Instituto de Previdência da Paraíba, em termos de superávit financeiro. O primeiro é o de Cabedelo. O IPSEM de Campina Grande tem cerca de R$ 25 milhões de recursos financeiros aplicados no Mercado Financeiro, à frente do de João Pessoa, que tem cerca de 14 milhões e do próprio Instituto de Previdência do Estado, o IPEP, que tem R$ 13 milhões.

A média de benefícios do IPSEM era de 480,00 antes de 2005. Hoje é de cerca de R$ 860,00 – o que significa um ganho médio aproximado de 80%, segundo informações do presidente do órgão, Vanderlei Medeiros.

Se não bastasse todo este cenário caótico em que foi transformado o Ipsem, em pouco mais de cinco anos, o instituto também servia de ‘cabide de emprego’. Pois não é que, em 18 anos de existência, o Ipsem nunca teve um único servidor? Isso mesmo.

É que os três primeiros concursados da história do Instituto tomaram posse em seus respectivos cargos na semana passada. O primeiro concurso público para preenchimento de cargos efetivos do IPSEM foi realizado no final do ano passado e, só a partir de agora, o Instituto passa a contar com o trabalho dos três primeiros aprovados, nomeados e empossados: Ticiana Pinto de Araújo, que assumiu o cargo de assistente jurídica; Maécio de Oliveira Menezes, que foi empossado no cargo de agente administrativo; e Eveleen Paim dos Santos, que ocupa o cargo de assistente social.

Hoje o Ipsem tem uma outra história a ser mostrada: tem a reserva financeira de R$ 25 milhões e a garantia do pagamento dos beneficiários dentro do mês e por vários anos no futuro. Além disso, é motivo de orgulho para Campina Grande, por ser, de acordo com o Tribunal de Contas do Estado, o segundo instituto da Paraíba em termos de recursos financeiros capitalizados.

O Ipsem tem, hoje, 2.990 beneficiários, sendo 2.334 aposentados e 656 pensionistas. A folha mensal do órgão é de R$ 2.553.569,90 (valor de julho). Além do pagamento de benefícios o IPSEM mantém também serviços médicos e de odontologia, e o Centro de Convivência, que oferece hidroginástica, cursos de pintura e dança, ioga, musculação, entre outros.

Imagine como estaria o Ipsem se a ‘batida do bombo’ tivesse continuado a mesma, a partir de 2005, hein?

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