O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB) entrou, neste domingo (11), no quarto dia consecutivo de combate a um incêndio florestal que já destruiu cerca de 800 hectares de vegetação no município de Lagoa, no Sertão paraibano. O Grupamento Tático Aéreo (GTA) reforçou a operação com o apoio de um helicóptero para identificar focos e auxiliar na contenção das chamas.
O incêndio começou na manhã da última quarta-feira (7) e atingiu áreas de vegetação e serras da região. Apesar de o fogo ter sido controlado em parte da área, ainda existem focos ativos, principalmente em locais de difícil acesso por terra.
Segundo o coronel Pimenta, o helicóptero Acauã 02 realizou sobrevoos para mapear a área atingida e identificou dois focos que exigem atenção das equipes. A aeronave também utilizou equipamentos para lançar água em pontos estratégicos, reforçando o trabalho dos bombeiros em solo.
De acordo com o coronel Saulo, do 3º Comando Regional de Bombeiro Militar da Paraíba, as equipes avançaram no combate, apesar das dificuldades impostas pelas altas temperaturas e pelas características do terreno.
“Uma ocorrência muito complicada, com vários fatores naturais, altas temperaturas, em uma região de serra, mas desde ontem conseguimos avançar bastante”, afirmou.
A expectativa da corporação é que as chamas sejam totalmente controladas até esta segunda-feira (12), embora o resultado dependa das condições encontradas durante a operação.
No combate aéreo, as equipes utilizam um equipamento conhecido como helibalde, um reservatório flexível suspenso por um cabo na parte externa do helicóptero. O dispositivo é abastecido em fontes de água, como rios, açudes e reservatórios, e permite despejar grandes volumes diretamente sobre os focos de incêndio.
A capacidade do equipamento varia conforme o modelo utilizado e os limites operacionais da aeronave. O recurso é especialmente importante em áreas de serra e terrenos de difícil acesso, onde a atuação das equipes terrestres é mais complexa.
O trabalho conjunto entre bombeiros e equipes aéreas busca impedir que os focos remanescentes se espalhem e atinjam novas áreas de vegetação no Sertão paraibano
Redação
