A Paraíba o tempo todo  |

Imprensa nacional destaca Plano B de deputado federal paraibano

O Congresso em Foco fez um levantamento que aponta a consolidação de um Plano B adotado pelo deputado federal paraibano Wilson Filho (PTB) que em face de problemas da Lei dA Ficha Limpa lançará um irmão de 21 anos para concorrer nas eleições 2014.

 

Segundo o Congresso em Foco, alem de Wilsinho outros parlamentares lançaram parentes para driblar a rejeição de suas respectivas candidaturas.

 

No primeiro ano em que será aplicada nas eleições gerais, a Lei da Ficha Limpa já assombra a vida de parlamentares com condenações na Justiça ou tribunais de contas. Levantamento realizado pelo Congresso em Foco revela que 13 deputados foram barrados pela Justiça eleitoral após terem suas candidaturas contestadas pelo Ministério Público com base na lei que torna inelegíveis políticos com condenação criminal ou por improbidade administrativa em órgãos colegiados. Outros 13 se livraram das contestações, mas pelo menos sete deles ainda convivem com a ameaça de recursos.

 

Do grupo barrado, dez continuam em campanha, pedindo votos para si, enquanto tentam reverter a decisão por meio de recursos no próprio Tribunal Regional Eleitoral de seu estado ou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Outros três deputados, porém, desistiram de seguir na disputa e lançaram a candidatura de parentes na tentativa de manter o poder em família. É o caso dos deputados Betinho Rosado (PP-RN) e João Pizzolatti (PP-SC), que indicaram seus filhos para os seus lugares, e de Wilson Filho (PMDB-PB), de 25 anos, que será substituído por seu irmão mais novo.

 

Leia a matéria na íntegra publicada pelo Congresso em Foco intitulada: “Parlamentares usam parentes para driblar rejeição de candidatura”

 

Candidato à reeleição, o deputado Betinho Rosado (PP-RN) foi barrado após uma condenação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por supostas irregularidades no período em que ele comandou a secretaria estadual de Educação, entre 2003 e 2004, no governo Wilma de Faria (PSB). Com o argumento de não criar insegurança no eleitor, o candidato indicou o filho, Betinho Rosado Segundo (PP), de 32 anos, para a disputa.

 

Deputado mais jovem da atual legislatura, Wilson Filho (PTB-PB) foi condenado pela Justiça eleitoral por ter excedido, em R$ 1,5 mil, o limite de doações feitas por uma empresa da qual é sócio na eleição de 2010. Filho do ex-senador e atual candidato ao Senado Wilson Santiago (PTB-PB), ele terminou por ceder espaço ao irmão, William Santiago (PTB), na chapa. William tem 21 anos, mesma idade que o irmão tinha quando chegou à Câmara.

 

 

Antes mesmo de ser citado pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa como beneficiário de um esquema de desvio de verbas da estatal, o deputado catarinense João Pizzolatti (PP-SC) já havia sido enquadrado duas vezes pelo TRE-SC com base na Ficha Limpa. O parlamentar, então, desistiu de tentar o sexto mandato seguido na Câmara e indicou seu filho, João Pizzolatti Neto (PP), de 28 anos, que ostentará o mesmo nome e o mesmo número do pai na urna eletrônica, conforme mostrou o Congresso em Foco em reportagem recente.

 

 

Outro deputado que pode tomar o mesmo rumo de lançar um nome pra lá de familiar é o líder do PSC na Câmara, André Moura (SE). Ele teve o registro de candidatura negado pelo TRE de Sergipe após uma condenação no Tribunal de Justiça por improbidade administrativa referente a atos de sua gestão como prefeito de Pirambu (SE). O parlamentar ainda concorre à reeleição, enquanto recorre ao TSE na tentativa de reverter a decisão. Mas, como segunda opção, já lançou a candidatura a deputada federal de sua esposa, Lara Moura (PR), no lugar do aliado político Edmilson Sindô (PR), de modo a não perder espaço no Congresso.

 

Entenda: No último mês, o TRE-PB negou o registro da candidatura de Wilson Filho por suposta doação irregular para sua campanha no pleito de 2010. A candidatura de William Santiago foi registrada em 06 de agosto.

 

“Não existe plano B, recorremos ao TSE. É bom que se diga que não existe nada de errado, recebi uma doação como passivo de R$ 14 em 2010. Tanto é que minha prestação de contas de campanha foi aprovada, tenho certeza que o TSE não vai cometer o mesmo equivoco do TRE-PB”, afirmou Wilson Filho ao tomar conhecimento da decisão.

 

PB Agora
 

 

    VEJA TAMBÉM

    Comunicar Erros!

    Preencha o formulário para comunicar à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta matéria do PBAgora.

      Utilizamos ferramentas e serviços de terceiros que utilizam cookies. Essas ferramentas nos ajudam a oferecer uma melhor experiência de navegação no site. Ao clicar no botão “PROSSEGUIR”, ou continuar a visualizar nosso site, você concorda com o uso de cookies em nosso site.
      Total
      0
      Compartilhe