Integrando a base de oposição em nível nacional, ao Palácio do Planalto, o PSB não está muito preocupado com as pressões que estão sendo exercidas sobre a presidente Dilma Rousseff (PT). Para o presidente do PSB nacional, Carlos Siqueira, um possível impeachment de Dilma Rousseff (PT) não seria um golpe à democracia. Mesmo assim, o socialista prega cautela e diz que, por enquanto, o partido não pregará o fim do governo, sem se importar com o protagonismo que o PSDB de Aécio Neves pode ganhar se prosperar a tese do impedimento da presidente. Na Paraíba o PSB do governador Ricardo Coutinho, e do presidente da Assembleia Legislativa deputado Adriano Galdino, apoia a presidente Dilma Rousseff.
Em entrevista a Gazeta Online, o dirigente revelou como o partido tem acompanhado a crise política que se abateu sobre o Palácio do Planalto.
A exemplo do que pensa Aécio Neves, o senhor também acha que o governo Dilma não chegará ao final?
O PSB tem sido muito cauteloso com relação ao impeachment porque ele não depende muito dos partidos. Depende da população estar ou não aprovando o governo. Mas a situação é muito grave, com crises ética, política, econômica, hídrica e energética. Acho que Dilma não tem condições de tomar medidas duras porque não tem legitimidade. É um governo que tem início parecido ao fim de um governo mal sucedido.
E o início é diferente do prometido na campanha?
Ela passou a campanha acusando adversários de querer fazer o que ela está fazendo no governo. É, sem dúvida, um estelionato eleitoral. Nosso papel não é criar instabilidade política no país, mas não temos segurança de que ela terminará ou não. Só o tempo dirá. Contudo, a fragilidade é fantástica. Ela entregou a economia a alguém que pensa o oposto dela e entregou a política ao seu vice-presidente, que é de partido que conflita com os coordenadores da política do governo. A fragilidade é semelhante ao período pré-impeachment de Collor.
Se o impeachment prosperar, o PSDB deixará o PSB para trás em termos de protagonismo?
Diferentemente do que dizem PT e outros partidos que o apoiam, não concordamos com a ideia de que impeachment seja golpe. É um remédio para uma crise profunda pela qual passa um governante e para quando a população quer que o governante seja afastado. Trata-se de um remédio constitucional, passível de ser usado se necessário. Estamos vendo que eles (PSDB) estão procurando solucionar a fragilidade e as crises do governo. Se é esse ou aquele partido, não importa. Até agora nossa definição não é favorável, mas, dependendo do aprofundamento da crise, vamos analisar e tomar uma decisão também.
Redação com Gazeta Online
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