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Hervázio vê retaliação em exoneração de aliado do Governo do Estado: “Recado político baixo, mesquinho e inaceitável”

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O deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) classificou nesta quarta-feira (3), como “retaliação política” a exoneração do aliado Odon Marques da Rocha, que atuava como prestador de serviço na Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer do Governo do Estado. Segundo postagem nas redes sociais, o parlamentar acredita que a dispensa ocorreu dias após Léo Bezerra assumir a coordenação da pré-campanha de Cícero Lucena (MDB) ao Governo, movimento que aumentou a tensão entre aliados.

Na publicação, Hervázio lamentou a saída do ex-jogador e disse que decisão extrapola o campo administrativo.

“A demissão de Odon Marques da Rocha, como prestador de serviço à Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer, ex-craque de futebol, ídolo eterno do Botafogo-PB e figura respeitada por gerações, é um ato que fere não apenas um trabalhador, mas a própria história esportiva da nossa terra”, publicou.

O parlamentar apontou que a exoneração tem relação direta com a movimentação política recente envolvendo seu filho, o vice-prefeito Léo Bezerra.

“A coincidência é gritante: logo após a posição política que adotamos, quando o governador João Azevêdo pediu a presidência do PSB ao meu filho, Léo Bezerra, começam as demissões. As retaliações vieram. E vieram atingindo quem não tem nada a ver com disputas políticas. Se isso não for perseguição, é no mínimo um recado político baixo, mesquinho e inaceitável”, criticou.

Hervázio também mencionou o simbolismo da figura de Odon Marques para o esporte paraibano e fez referência ao fato de João Azevêdo se declarar torcedor do Botafogo-PB. “Mais grave ainda: o governador se apresenta como botafoguense. Pois bem — hoje, o Botafogo foi desrespeitado, sua história foi desvalorizada e um de seus maiores símbolos foi tratado como descartável”, escreveu.

Por fim, o deputado ainda avaliou que a exoneração desconsidera o legado do ex-jogador, que construiu sua carreira e vida na Paraíba. “Mesmo sendo pernambucano de nascimento, Odon foi adotado por João Pessoa e pela Paraíba, onde construiu sua vida, seu legado e seu nome. Tratá-lo dessa forma é desrespeito público”, completou.

O episódio amplia o clima de tensão entre o grupo de Hervázio e setores do Governo do Estado. O fato deve repercutir nas articulações políticas dos próximos dias e pode selar a saída da família Bezerra da base aliada do governador João Azevedo.

PB Agora

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