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Hervázio Bezerra faz reflexão sobre bastidores de 2022 e alerta para erros que podem se repetir em 2026

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Em um discurso carregado de crítica, memória política e reflexão estratégica, o deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) nesta terça-feira (21) para revisitar os bastidores da formação da chapa majoritária governista em 2022 e alertar para os riscos de desorganização política em 2026.

Sem citar nomes de forma direta como adversários, Hervázio fez questão de recordar o processo que envolveu os então pré-candidatos ao Senado Aguinaldo Ribeiro (PP) e Efraim Filho (União Brasil), classificando o momento como uma “guerra declarada” dentro da base aliada do governador João Azevêdo.

“Em 2022 havia uma disputa extremamente acirrada entre Aguinaldo e Efraim pela vaga ao Senado. Era uma guerra. E, de repente, o governador sinaliza apoio a Aguinaldo, mas ele desiste da candidatura no último momento, alegando falta de apoio dos Republicanos. Isso causou um vácuo que acabou sendo preenchido por Poliana Dutra, que foi a candidata ao Senado pela nossa chapa”, relembrou.

O deputado chamou atenção para o que considera um erro estratégico histórico, ao destacar que, se Aguinaldo tivesse aceitado ser vice e Efraim permanecido como candidato a senador com apoio unificado do grupo, o cenário político da Paraíba hoje poderia ter sido diferente.

“Já imaginaram se Aguinaldo tivesse aceitado a vice, colocando Lucas como suplente, e Efraim tivesse sido eleito pelas bênçãos do nosso grupo e do governador João Azevêdo? Ele teria uma dívida de gratidão com o governo. Talvez hoje não houvesse tanto espaço para rompimentos”, avaliou.

Hervázio também mencionou que a movimentação dos Republicanos — partido que na época flertou com uma aproximação com Pedro Cunha Lima — também foi determinante. Segundo ele, se os Republicanos tivessem fechado com a oposição, o resultado eleitoral “teria sido outro”.

“O que estou propondo aqui é uma reflexão. Talvez se o grupo estivesse todo afinado, como uma orquestra, nem Cícero teria rompido, nem surgiriam tantos questionamentos sobre alianças para 2026”, disse, em alusão à recente saída do prefeito Cícero Lucena da base governista.

Com tom bem-humorado, mas incisivo, Hervázio também citou os bastidores da imprensa e dos portais políticos da época, lembrando que muitos deputados foram pegos de surpresa com as reviravoltas nos últimos dias da montagem da chapa em 2022. Ele encerrou pedindo maturidade política ao grupo e atenção redobrada na montagem da estratégia para 2026.

“Não tem purgatório: ou você vai pro céu ou pro inferno. Precisamos evitar que os erros de 2022 se repitam. A história não perdoa desorganização”, concluiu.

PB Agora

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