Hervázio admite novas baixas na base do Governo na ALPB e defende voto aberto a fim evitar inelegibilidade de RC
Após a defecção do deputado estadual Carlos Dunga (PTB), que anunciou nesta terça-feira (11) o desligamento da base do Governo na ALPB para marchar ao lado do senador Cássio Cunha Lima nas eleições deste ano, a bancada de Ricardo na Assembleia deverá ter novas perdas.
A previsão é do líder do Governo na Casa, Hervázio Bezerra (PSB), que cobrou que os deputados saiam de cima do muro e se posicionem politicamente no que diz respeito ao pleito estadual. Sem citar nomes, para evitar mal estar com os colega, o líder contabilizou que após as definições púbicas, a base de RC deverá ter no mínimo 14 representantes ou no máximo 18.
“É público e notório que alguns deputados, um já declarou de forma pública, que foi Dunga, e que acompanham politicamente a decisão de Cássio, também comuniquem oficialmente seu desligamento da bancada e é lógico que eu tenho na minha cabeça quais os demais deputados que devam seguir o mesmo caminho que ele e eu só espero que esses deputados desçam do muro e se posicionem”, falou.
Hervázio disse que, por uma questão ética, não iria citar o nome. “Eu prefiro que os demais façam como fez Dunga e se acharem que devem apoiar Cássio ou outro candidato, que o façam, não cabe a mim ficar pautando os outros. Cada um é dono do seu nariz”, disse.
VOTO ABERTO
Prevendo uma orquestração dos setores de oposição, que terão maioria na Casa, Hervázio aproveitou ainda para defender o voto aberto na votação das contas do Governo para que cada parlamentar demonstre sua posição abertamente.
A intenção do líder é evitar a reprovação das contas do governador, o que o tornaria inelegível para disputar a reeleição no próximo pleito.
“Para falar o português bem claro, eu sempre procurei agilizar a votação das contas do governador e seria ingenuidade ou hipocrisia que o governo tem maioria para aprovar as contas, por isso proponho a votação aberta, que já é feita em várias Casas legislativas. Gostaria que os deputados não escondesse as cartas para fazer um debate público”, falou.
A tese de Hervázio fere o regimento interno da Assembleia, que prevê votação secreta na apreciação das contas do governo.
Márcia Dias, com informações de Henrique Lima
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