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Grampo mostra negociação de cargo no Senado em ato secreto, diz jornal

O vazamento de supostas gravações da Polícia Federal lança a suspeita de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), possa estar envolvido diretamente na edição dos atos secretos. Segundo reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, interceptações telefônicas realizadas durante a Operação Boi Barrica, com autorização judicial, identificaram telefonemas de Fernando Sarney para o ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia.

Veja os 663 atos secretos que devem ser anulados pelo Senado
Leia a íntegra do relatório da comissão de sindicância sobre os 663 atos secretos
Veja relatório sobre a responsabilidade sobre os atos secretos

Nas ligações, há indícios de que a família do presidente da Casa negociava com o ex-diretor a contratação sigilosa de parentes e afilhados políticos do peemedebista. Gravadas entre março e abril de 2008, as conversas apontam que Maria Beatriz Brandão Cavalcanti Sarney, neta do presidente do Senado, teria conseguido empregar na Diretoria Geral Henrique Dias Bernardes, identificado pela PF como seu namorado.

Maria Beatriz teria feito o pedido ao pai, Fernando Sarney, e ao próprio avô. Sarney teria entrado na negociação e recebido a orientação de encaminhar o currículo de Bernardes para o ex-diretor-geral. Segundo a reportagem, Bernardes foi nomeado como assistente parlamentar 3 na Diretoria Geral do Senado, na vaga do meio-irmão de Beatriz e passou cinco anos recebendo R$ 2.700.

A Folha Online procurou a assessoria do presidente do Senado, que não quis comentar a denúncia.

A comissão de sindicância que analisou a responsabilidade pela edição dos atos secretos não apontou envolvimento dos senadores nas irregularidades. Para os técnicos do Senado, ex-diretor-geral Agaciel Maia e o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi e cinco servidores foram os responsáveis.

O Ministério Público também decidiu investigar os atos secretos e pediu na semana passada à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para analisar as decisões. Também foi determinado que os atos não publicados sejam analisados individualmente para verificar quem foram os beneficiários e quais os motivos para que eles não fossem publicados.

Durante os trabalhos da comissão do Senado, o procurador da República no Distrito Federal José Robalinho Calvacanti recomendou que as investigações fossem aprofundadas para esclarecer melhor a ordem para esconder as decisões administrativas que serviam para nomear, exonerar afilhados e parentes dos senadores, além de aumentar salários e benefícios. “Pouco importa quem assinou os autos, mas é absolutamente necessário saber quem determinou e porque determinou sua ocultação”, afirma o Ministério Público. A comissão ignorou a recomendação do procurador.
 

 

 

Folha

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