O governo vai lançar editais propondo a concessão dos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Brasília, no início de maio, seguido de Campinas, até o final do mês e, por último, em final de junho ou início de julho, de Confins, em Belo Horizonte e Galeão, no Rio de Janeiro. As concessões serão exclusivas para obras de ampliação dos terminais, não incluindo a exploração de espaços já administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero).
A decisão de fazer concessão de aeroportos a empresas privadas, para apressar as obras e melhorar o atendimento à população, foi tomada pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira, em reunião com representantes do setor, e anunciada ontem pelo ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, em discurso na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Companhias prevêem ‘caos’
Haverá "caos completo" nos aeroportos brasileiros durante a Copa do Mundo de 2014, mesmo que as obras sejam concluídas no prazo previsto, disse ontem o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), José Márcio Monsão Mollo. O comentário foi feito após o alarme disparado há duas semanas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou estudo apontando que nove aeroportos não serão concluídos a tempo do Mundial.
"Em 2010, o movimento anual (nos aeroportos) ficou em torno de 155 milhões. Nossa previsão pra 2014 é que vai superar 225 milhões de passageiros. O que vai ocorrer é o caos completo, sem dúvida nenhuma", afirmou Mollo durante audiência pública da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. De acordo com o presidente do SNEA ainda que todas as obras sejam concluídas, a maioria dos aeroportos estará com a capacidade esgotada para atender aos milhões de turistas esperados durante o evento.
Estado de São Paulo








