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Governo Dilma Roussef estuda criar superministérios

 Em meio às discussões sobre a possibilidade de enxugar o governo, a presidente Dilma Rousseff cogita criar alguns “superministérios”. A proposta envolveria a fusão de certas pastas que hoje compõem a Esplanada, de forma a assegurar a alguns auxiliares da presidente mais força política e autonomia gerencial.

As conversas nesse sentido ocorrem de maneira discreta e envolvem diretamente a cúpula do PT, que vê com simpatia a iniciativa. Um dos argumentos em favor da proposta é o de que Dilma terá dificuldade de atrair bons nomes para a Esplanada neste momento, dada a proximidade do ano eleitoral e o clima de tensão que atinge determinadas áreas do governo, como a articulação política.

A estratégia é apontada também como uma alternativa para aparar as arestas com o PMDB. O partido poderia ser alocado em uma dessas “superpastas”, reforçando seu status de aliado preferencial. Nesse caso, dizem interlocutores da presidente, surge ainda a oportunidade de fazer um afago ao líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que colhe assinaturas para um projeto que reduziria o número de cadeiras na Esplanada.

Ainda não há clareza sobre quais ministérios poderiam ser fundidos. No partido, entretanto, circulam algumas sugestões. Uma delas seria unir a Secretaria de Relações Institucionais, hoje comandada pela ministra Ideli Salvatti, à Casa Civil, atualmente liderada por Gleisi Hoffmann. Embora as conversas ainda estejam no campo das especulações, um dos nomes citados para esta posição seria o do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que conquistou espaço nos últimos meses como um dos homens da confiança da presidente.

Outra opção apontada por petistas é unir ministérios da área social do governo numa única pasta. Assim, seria possível atrair um nome forte para o cargo, mesmo que isso signifique sacrificar uma eventual candidatura na eleição do ano que vem.

Ig

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