Categorias: Política

Governo brasileiro vai padronizar certidões de nascimento

A certidão de nascimento terá um modelo único e uma só matrícula por pessoa em todo o país. Hoje há obrigatoriedade de que alguns dados constem da certidão, mas não há padronização ou registro único.

Os cartórios terão um prazo de adaptação, ainda não fixado, e receberão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a regulamentação da nova certidão.

Por trás da mudança que o governo vai fazer há pelo menos dois objetivos: tornar a certidão de nascimento mais segura e mapear o sub-registro de nascimentos no país. Hoje, 12,2% das crianças nascidas no Brasil não são registradas, segundo dados da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

Um dos principais motivos é a distância dos cartórios, principalmente no Norte do país. Em Roraima, o percentual chega a 40% e no Amapá, a 33%. O governo federal quer reduzir a média nacional de sub-registros para 5% até o ano que vem.

Com uma matrícula de nascimentos unificada e inserida num sistema de consulta -previsto para o próximo semestre-, o governo poderá identificar onde há menos certidões que números de DNV (Declaração de Nascido Vivo).

O código de DNV, que passará a constar da certidão, é registrado pela equipe de saúde quando do nascimento da criança e integra o sistema do Ministério da Saúde. Por comparação, o governo vai saber onde há sub-registro.

A mudança na forma de registro será feita por meio de decreto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina na semana que vem, em Manaus.

A nova certidão também vai ser mais segura por ter uma matrícula única incluída num sistema, dificultando falsificações, e por trazer inscrito o número da DNV, que vai permitir o cruzamento e a certificação de dados, segundo Wellington Pantaleão, assessor da SEDH.

A falta de um modelo padrão aliada ao grande número de cartórios no país, que usam modelos muito diferentes entre si, é também fator de insegurança quanto à veracidade da certidão, diz Ricardo Chimenti, juiz auxiliar da corregedoria nacional de Justiça.

O sistema a ser desenvolvido também vai facilitar a vida, por exemplo, de quem precisa tirar uma segunda via da certidão de nascimento, o que poderá ser feito em Estado diferente daquele em que a pessoa nasceu.

No futuro, esse sistema poderá reunir dados de nascimento, casamento e óbito, gerando inclusive benefícios para a Previdência Social, diz Chimenti.

Outra modificação a ser feita num segundo momento será a utilização de papel especial de segurança, mais resistente. O problema é que, hoje, esse papel tem custo alto na região Norte, cerca de R$ 0,50, segundo Chimenti, o que pode dificultar seu uso em locais pobres.

Folha Online

 

Últimas notícias

Homem apontado como líder de organização criminosa no Litoral Sul da PB é preso em hospital de João Pessoa

Apontado pela Polícia Civil como líder de uma organização criminosa com atuação no Litoral Sul…

31 de janeiro de 2026

Ministério da Saúde diz que vírus Nipah não ameaça o Brasil

Avaliação é a mesma da Organização Mundial da Saúde. O Ministério da Saúde explicou nesta…

31 de janeiro de 2026

Defesa de João Lima pede habeas corpus; cantor foi preso por violência doméstica

Nesta sexta-feira (30), a defesa do cantor João Lima entrou com pedido de habeas corpus.…

31 de janeiro de 2026

Termina hoje prazo para aderir ao Simples Nacional

Empreendedores que desejam aderir ou regressar ao Simples Nacional têm até este sábado (31) para…

31 de janeiro de 2026

Sabadinho Bom: Quarteto de Trombones leva frevo e samba à Praça Rio Branco

O Sabadinho Bom deste final de semana será em ritmo de Carnaval com o Quarteto…

31 de janeiro de 2026

Fevereiro seguirá com bandeira tarifária verde na conta de luz

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira…

31 de janeiro de 2026