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Relator da LDO, Gervásio Maia se torna peça-chave nas negociações sobre emendas no Congresso

O deputado federal paraibano Gervásio Maia (PSB) foi designado relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, texto que define as metas fiscais e prioridades do governo para o próximo ano. A escolha dele para a função, considerada estratégica, ocorre em meio a um novo embate entre Executivo e Legislativo sobre a liberação de emendas parlamentares.

A nomeação de Gervásio é vista como um aceno à base aliada do governo Lula e ao mesmo tempo uma sinalização ao Centrão, grupo que pressiona por um calendário fixo para o pagamento de emendas. A LDO é o instrumento por meio do qual o Congresso pode estabelecer esse tipo de diretriz para a execução do Orçamento.

Embora seja aliado do governo, Gervásio também mantém trânsito com lideranças do centrão, como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o paraibano Hugo Motta (Republicanos), presidente da Comissão Mista de Orçamento. Essa posição estratégica o coloca como peça-chave para a mediação entre os interesses do Planalto e as demandas do Congresso.

Paraíba em destaque
Com a relatoria da LDO nas mãos, Gervásio ganha maior protagonismo nacional e reforça o espaço político da bancada paraibana em Brasília. Além disso, amplia sua capacidade de influência sobre a destinação de verbas federais para municípios do estado.

Levantamento recente mostrou que Gervásio já figura entre os deputados que mais concentram emendas individuais em cidades aliadas, sobretudo nas áreas de saúde e infraestrutura. Em 2024, por exemplo, ele destinou mais de R$ 11 milhões apenas para a atenção básica de saúde na Paraíba.

Cronograma e expectativa
O calendário de tramitação da LDO prevê a entrega do relatório preliminar até o dia 24 de junho e a apresentação da versão final até 9 de julho, com votação prevista até o dia 17 de julho. A relatoria dará a Gervásio o poder de definir critérios para apresentação de emendas ao texto, o que deve aquecer as articulações nas próximas semanas.

No centro do debate está o desejo de parlamentares de ter mais previsibilidade na execução orçamentária, evitando o uso político das verbas. “O que se busca é transparência e segurança para o planejamento dos municípios”, resumiu um integrante da Comissão de Orçamento.

Redação com informações do Estadão

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