Ontem, por ocasião da aprovação de um remanejamento orçamentário solicitado pelo governo, a bancada de oposição bateu boca por quase 25 minutos com o presidente da ALPB Gervásio Maia (PSB). Acontece que na hora em que ele disse a frase padrão – “Vamos votar a matéria…em votação” –, deputados da oposição estavam, conversando entre si, e não se manifestaram contra.
Resultado: matéria aprovada por unanimidade. “Os senhores cochilaram, eu apenas segui o Regimento. Parem de bater papo, peço mais um pouco de atenção”, retrucou o socialista diante do protesto de Bruno Cunha Lima (SD). “Eu mesmo já passei batido [em outras legislaturas]”, reforçou o presidente. Pelas regras da Casa, iniciada a contagem dos votos, quem não se levantou, atestando sua divergência, é por que concorda com o que está posto.
“Não haverá tolerância”. De Gervásio Maia (PSB), ontem, alertando sobre o corte de ponto para quem não participe das sessões deliberativas até o fim. A ideia é minimizar eventuais prejuízos às votações por causa da campanha eleitoral – dos 36 parlamentares, pelo menos 34 são candidatos à reeleição. Ao final, cumpriu o prometido: “Peço à assessoria que veja os deputados ausentes para o corte de ponto”. São menos R$ 800 por sessão.
Redação
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