O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado estadual Adriano Galdino (Republicanos), criticou eleitores de baixa renda que apoiam candidatos de direita e defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representa uma opção política voltada aos mais pobres. A declaração foi feita nesta terça-feira (13), durante um encontro de lideranças políticas que apoiam Lula no segundo turno.
Em sua fala, Galdino afirmou que considera contraditório um trabalhador apoiar projetos políticos que, na avaliação dele, podem retirar direitos sociais e beneficiar os setores mais ricos da população.
“Não tem nada mais ridículo, não tem nada mais imbecil, não tem nada mais fora de lógica do que o pobre de direita. O caba vota para tirar os direitos que ele tem para repassar esse direito para os ricos do Brasil”, declarou.
O parlamentar argumentou que o Brasil precisa priorizar as parcelas mais vulneráveis da sociedade e apontou Lula como o candidato que, segundo ele, tem maior compromisso com essa pauta.
“O Brasil precisa ter olhos para quem mais precisa. E quem mais faz isso no Brasil é Lula”, afirmou.
Durante o pronunciamento, o presidente da ALPB também abordou a relação entre religião e política, dirigindo-se especialmente aos eleitores evangélicos que apoiam Jair Bolsonaro (PL).
Galdino recorreu a passagens bíblicas para defender que os princípios do cristianismo estão associados à atenção aos mais pobres e humildes. Ele mencionou o Sermão da Montanha e a passagem bíblica que trata da dificuldade de um rico entrar no Reino dos Céus.
“A opção de Cristo, do verdadeiro Cristo cristão, é pelos mais pobres e pelos mais humildes”, disse.
A partir desse argumento, o deputado estabeleceu uma comparação entre os dois campos políticos e afirmou que, em sua interpretação, a defesa dos mais necessitados aproxima Lula dos ensinamentos de Jesus Cristo.
“Dos dois candidatos, quem tem a opção pelos mais pobres? É Lula! Então Lula está mais perto de Cristo”, declarou.
O parlamentar também criticou os evangélicos que associam sua fé ao apoio político a Bolsonaro. Na avaliação de Galdino, essa posição pode decorrer de uma interpretação equivocada das Escrituras ou da influência de lideranças religiosas com interesses próprios.
A declaração ocorreu em um encontro que reuniu representantes políticos e lideranças paraibanas em torno da campanha de Lula no segundo turno, em Campina Grande, nesta terça-feira (13), reforçando o discurso de defesa das políticas sociais e de aproximação com os segmentos mais vulneráveis da população.
Redação
