Por pbagora.com.br

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) criticou hoje (14) a redução de 29% nas vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o limite de financiamento até R$ 5mil. “O governo golpista está elitizando o ensino superior no país com essas medidas, que irão limitar a entrada de muita gente nas universidades”, disse o deputado.

 

De acordo com o deputado, o Ministério da Educação vai diminuir o teto global de financiamento por curso de R$ 42 mil para R$ 30 mil por semestre. “Agora eu pergunto: como fazer um país crescer reduzido investimento em educação? Especialmente essa educação de ensino superior que trará em médio prazo, resultado de pesquisas importantes para o Brasil, com mais pessoas qualificadas”, indagou o parlamentar.

 

Frei Anastácio lembrou que nos 13 anos do governo do PT houve muito investimentos em educação, com criação de vários campi universitários, descentralizando a educação. “Isso se deu também abrindo vagas e buscando dar oportunidade para quem antigamente não tinha. Os golpistas alegam que o programa do Fies cresceu muito rápido, e é claro que cresceu. O país tinha condições para isso, e além do mais, a demanda realmente é grande e hoje temos milhares de pessoas formadas, produzindo ciência nesse país”,destacou.

 

Frei Anastácio disse que muitos dos formados são filhos de agricultores, que antes não tinham essa oportunidade. Filhos de trabalhadores rurais que hoje são agrônomos, engenheiros florestais, médicos, piscicultores entre muitas outras. Agora, imagina, com a prerrogativa de redução de custos, diminuem os investimentos em educação, consequentemente isso vira uma bola de neve. “Serão poucos a se formarem e aí num futuro próximo, voltaremos aos subempregos”, relatou.

 

O deputado lembrou que o teto do Fies foi reduzido de R$ 7 mil para R$ 5 mil por mês. De acordo com o parlamentar, tudo isso, é uma forma para dificultar o acesso de pessoas, que não possuem poder aquisitivo elevado, ao ensino superior. “É a volta da elitização do ensino de terceiro grau no Brasil. Como ficará o ensino superior no país? O futuro deverá ser as eleições de 2018, quando poderemos votar novamente no desenvolvimento e na transparência, que não permitirão manobras golpistas contra os que mais precisam em nosso país”, afirmou.


Redação 

 

 

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