O deputado Rômulo Gouveia (PSDB-PB) foi acusado pela Folha de S. Paulo de fazer parte de um esquema que, mediante propina, direcionou R$ 53 milhões do Ministério do Turismo para realização de festas.
A Polícia Federal e órgãos de controle do governo federal apontam que o esquema de propina é similar ao usado na compra de ambulâncias superfaturadas em 2006, que ficou conhecido como Escândalo dos Sanguessugas.
“Políticos estão fazendo, literalmente, a festa com dinheiro público. Associam-se a ONGs para conseguir recursos do Ministério do Turismo e realizar eventos festivos, num esquema que muitas vezes envolve fraudes e tira proveito de falhas de fiscalização do governo federal. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União investigam corretagem de emendas parlamentares, pagamento de propina a quem libera a verba e uso de notas frias”, revela a Folha.
“O esquema é similar ao conhecido como a máfia dos sanguessugas, que eclodiu em 2006 e consistia no superfaturamento de ambulâncias compradas com recursos provenientes de emendas apresentadas pelos congressistas ao Orçamento da União”, acrescenta o jornal paulistano.
“Entre as 50 ONGs que mais receberam dinheiro do Turismo para organizar festas entre 2007 e 2009, a Folha identificou que 26 têm relação direta com políticos e partidos. As entidades receberam R$ 53 milhões no período”, informa a Folha.
Segundo a denúncia, pelo menos nove deputados federais beneficiaram-se dos recursos, seja diretamente ou por meio de assessores ou doadores de campanha. São eles: Armando Monteiro (PTB-PE), Sandro Mabel (PR-GO), Alfredo Kaefer (PSDB-TO), Geraldo Magela (PT-DF), José Ayrton (PT-CE), Sandes Júnior (PP-GO), Rodovalho (PR-DF), Rômulo Gouveia (PSDB-PB) e Leo Alcântara (PR-CE).
A Folha levantou que do dinheiro federal destinado às festas em 2010, só 5% foram previstos pelo Ministério do Turismo. “O restante foi incluído por congressistas. A prática de inflar o orçamento do ministério com emendas começou em 2003. No ano passado, 88% de todos os recursos da pasta tiveram esta origem”, diz a FSP.
Investigadores ouvidos pela Folha disseram que as irregularidades começam no Congresso, ainda na fase de apresentação de emendas, com pagamento de comissão a deputados ou a funcionários de gabinetes, como no caso dos sanguessugas.
A Folha conseguiu ouvir a versão de alguns deputados sobre as acusações e todos negaram patrocinar qualquer irregularidade. O deputado Rômulo Gouveia não está entre os que prestaram declarações ao jornal. A produção do programa Correio da Manhã (98 FM), que divulgou nesta segunda (19) a matéria do diário paulista, e este Portal vêm tentando desde o primeiro momento ouvir o parlamentar, mas todos os seus telefones de contato estavam desligados.
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Folha de Sao Paulo com 98 FM
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