A passagem de Flávio Bolsonaro pela Casa Branca acabou produzindo mais simbolismo do que resultado concreto. Depois de viajar aos Estados Unidos cercado de expectativa criada por aliados, o senador saiu do encontro com Donald Trump basicamente com uma fotografia no Salão Oval e um discurso para consumo político interno.
Nos bastidores, relatos apontam que Trump sequer se levantou para receber a comitiva brasileira. A reunião teria sido rápida, protocolar e distante da imagem de proximidade que o bolsonarismo tentou transmitir.
O contraste ficou inevitável quando a cena foi comparada à recepção dada anteriormente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontros oficiais com o republicano: tapete vermelho, aperto de mão, poses para fotos e longas conversas diplomáticas que ultrapassaram uma hora e meia.
Na política internacional, gestos contam muito. O tempo dedicado, a forma de recepção e até a postura corporal dos líderes costumam ser interpretados como sinais diplomáticos claros. Por isso, a imagem de Trump sentado enquanto recebia a comitiva de Flávio acabou ganhando mais repercussão do que as pautas apresentadas pelo senador.
No fim, o encontro que deveria demonstrar prestígio internacional terminou sendo tratado como uma viagem longa demais apenas para “bater um retrato” com o ex-presidente americano, conforme registrou a mídia nacional.
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