Categorias: Política

Expressão utilizada por Zé Maranhão é repetida por governador eleito do DF

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Ao ter acesso na quinta-feira (23/12) ao relatório final dos técnicos sobre a situação dos órgãos que compõem a estrutura do Governo do Distrito Federal (GDF), o petista declarou que recebeu do atual gestor Rogério Rosso (PMDB) uma “herança maldita”, frase essa já utilizada repetidas vezes pelo governador da Paraíba, José Maranhão (PMDB), ao se referir a gestão de seu antecessor, Cássio Cunha Lima (PSDB). Agnelo classificou a administração do peemedebista como “desorganizada e descontrolada”. Entre os problemas detectados estão: o sucateamento das unidades de saúde, descontrole nos gastos públicos, ausência de recursos da ordem de R$ 181 milhões para obras em andamento e inadimplência de pelo menos R$ 54 milhões com o governo federal. Com as empresas de lixo, a dívida identificada é de R$ 35 milhões. Diante do diagnóstico, o petista, que toma posse no próximo dia 1º, anunciou que fará um pente-fino nas contas e nas medidas tomadas na reta final da atual gestão, além de cortar cargos comissionados.

O documento entregue pelos coordenadores dos núcleos temáticos da equipe de transição do novo governo, que analisaram áreas como Saúde, Segurança, Transporte, Administração Pública, Orçamento e Tributação, é um resumo dos mais de 80 relatórios produzidos ao longo do último um mês e meio. Assim que Agnelo venceu o segundo turno das eleições, em outubro, designou dezenas de técnicos para fazer um diagnóstico da atual gestão. O trabalho foi realizado no primeiro e quarto andar da Biblioteca Nacional, na Esplanada dos Ministérios, até ontem. Com a conclusão do relatório, o prédio será devolvido ao governo local.

Além da falta de recursos para obras e débitos com a Qualix e a Valor Ambiental, empresas que faziam a coleta de lixo, a equipe detectou um deficit de R$ 87 milhões no Metrô-DF. Desse total, R$ 12 milhões são para contratos que não podem ser interrompidos (leia quadro). Os técnicos identificaram ainda que o GDF está inadimplente com o governo federal. A consequência disso é a impossibilidade de fechar novos convênios. Existem atualmente 28 contratos firmados entre o Executivo local e órgãos federais sem prestação de contas. Dentre as pastas que estão pendentes com a União, os técnicos listaram as Secretarias de Trabalho, Saúde, Transporte, Turismo, além da Câmara Legislativa.

“Vou fazer uma análise muito detalhada dos relatórios. O que estamos constatando é que recebemos uma herança maldita. A cidade está desorganizada, suja, com buracos e o capim e o lixo tomando conta das áreas. A situação econômica é extremamente precária. Há um deficit no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. E também existe muita desorganização em setores públicos, como Saúde, cuja situação é dramática e de calamidade”, criticou Agnelo, acrescentando que fará uma análise de todos os contratos do governo local.
 

 

PB Agora

com Correio Braziliense

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