O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), defendeu que o Partido dos Trabalhadores lance uma candidatura própria para disputar o governo estadual em 2026. Para ele, a legenda deveria apostar em uma mulher como representante, capaz de dar voz à militância e apresentar um programa político alinhado ao projeto nacional do partido.
“Num quadro como esse, seria positivo se o PT lançasse uma candidatura para discutir programa, para coesionar a militância lulista – que realmente não se sente motivada ou representada – ou ver num desses dois palanques um espaço de promoção da candidatura do presidente Lula”, afirmou Coutinho em entrevista ao Metrópoles.
Ricardo Coutinho sugeriu que o partido poderia apostar em lideranças femininas com trajetória política e capacidade de representar pautas atuais, como o enfrentamento à violência contra a mulher, tema reforçado pelo presidente Lula desde o fim do ano passado.
Entre os nomes citados pelo ex-governador estão: Maria Luísa Alencar, professora da UFPB e integrante do Conselhão da Presidência; Estela Bezerra, ex-deputada estadual e atual secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres no Ministério das Mulheres e Márcia Lucena, ex-prefeita do município de Conde.
“Eu acho que deveria ser uma mulher, que pudesse representar as ideias, pudesse fazer um debate importante, e extremamente atual, como essa questão da violência contra a mulher. Eu penso que a gente teria condição de fazer uma boa campanha […] Essa turma aí representaria muito bem uma candidatura e teria a capacidade de cumprir o objetivo”, disse.
Apesar de defender a candidatura própria, Coutinho reconheceu que a decisão final cabe ao diretório estadual e, sobretudo, à direção nacional do PT.
“A decisão não só da Paraíba, mas de todo o Brasil, pertence à Direção Nacional e ao presidente Lula. Então, é ter tranquilidade e calma, e aguardar as coisas acontecerem”, afirmou.
PB Agora








