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“Estratégia para avançar é: foco nos principais segmentos”, diz Efraim sobre o fim das coligações

O sistema de coligações para as candidaturas proporcionais, como vereador e deputados estadual e federal, deixará de existir nas eleições municipais de 2020. É o que explica o advogado eleitoralista Maurício Castilho. “O sistema proporcional vai vigorar, com a diferença de que não terá coligações. As coligações vão ser possíveis somente para os cargos majoritários, ou seja, a disputa para prefeito nas próximas eleições. Com o fim das coligações vão se eleger os candidatos mais votados dentro dos seus partidos, desde que o partido consiga atingir o quociente eleitoral”, disse. Quem analisou o cenário a nível estadual foi o deputado federal Efraim Morais Filho, vice-líder do Democratas na Câmara dos Deputados, onde disse que com o fim das coligações os partidos terão que fortalecer ainda mais a democracia interna e a estrutura partidária.

De acordo com Efraim Filho, os filiados terão vez e votos na disputa proporcional do próximo ano. “Essa é uma característica que o Democratas traz no próprio nome, sempre foi um partido de muito diálogo, para montar a sua chapa, e será assim para disputar as eleições proporcionais”, disse destacando também que outra tática da sigla para se fortalecer para disputa proporcional do próximo ano, que será a primeira sem coligações partidárias, é o estímulo para trazer núcleos da sociedade que hoje estão muito afastados do cenário político.

 “O Democratas é ativo na questão da Juventude, na questão da Mulher. Estamos chamando a mulher para participar, tanto que estamos dando protagonismo a essa ala do partido, com a chegada da primeira-dama de Cabedelo, Danielle Roconi, para fazer um trabalho em todo o Estado”, afirmou pontuando que o setor empreendedor também vem sendo valorizado na sigla, pois não pode ficar omisso. “Eu acho que a estratégia maior para conseguir avançar é essa: foco nos principais segmentos.”

De acordo com o advogado de Rondonópolis, esta mudança foi a partir da última reforma política no Brasil. “A vontade do legislador foi evitar que partidos sem ideologias semelhantes se coliguem somente para o fim de conseguir atingir o quociente eleitoral, o que chamamos do ‘efeito Tiririca’. Outro fato que levou a aprovação desta alteração se deu em razão de exigir dos partidos que se estruturem, vez que terão que estar mais preparados e contar com filiados e candidatos que realmente acreditem nos dogmas da agremiação”, avaliou.

PB Agora

 


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