Ao comentar a decisão recente do diretório nacional do PSB que orientou seus 32 deputados federais a votarem contra a aprovação da reforma da Previdência no plenário da Câmara. O presidente estadual do PSB Edvaldo Rosas, comentou a decisão, destacando que o PSB seguiu do lado do povo brasileiro mais carente que será o principal atingido com essa reforma.

Para o presidente do PSB-PB esta posição segue a mesma linha defendida pelo PSB da Paraíba, que tem o compromisso com o social e com a maioria da população, não aceitando reformas que vêm apenas para atender o desejo do capital e para retirar direitos da classe trabalhadora. “Essa posição resgata a história do PSB. Adotar posição diferente seria manchar o nome e a história do partido”, disse.

Segundo Edvaldo a proposta do Governo se constitui num “tratado contra os pobres e mais precisamente contra os trabalhadores que ganham menos, ao mesmo tempo em que, de outro lado, aponta para o atendimento dos apelos dos bancos e dos grandes capitalistas que massacram os trabalhadores”.

Divergente – O deputado Júlio Delgado (MG) foi contra a decisão do partido porque ele considerava que a legenda poderia ser contrária à reforma, mas sem o fechamento de questão, e o presidente estadual do Paraná, Severino Nunes de Araújo, se absteve. Quando a reforma começou a ser analisada pela comissão especial, o PSB também havia decidido por fechar questão contra a aprovação da matéria.

Em nota, o partido afirma que a proposta de mudanças nas regras de aposentadoria “imporá medidas cruéis aos trabalhadores mais sofridos e às classes médias de nosso país”. A legenda diz ainda que a reforma irá agravar a desigualdade social do Brasil.

“A reforma diminuirá o poder de compra desta parcela da população e provocará impactos negativos sobre o consumo, além de ter caráter eminentemente recessivo e, portanto, inadequado para se cumprir a promessa de geração de empregos – o que, por sua vez, também compromete a sustentabilidade da Previdência”, diz a nota.

Redação

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