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Especialistas condenam aumento salarial defendido por presidente da CMCG: “Reajustes são inadequados”

 Na opinião do economista Rafael Bernardino e do cientista político José Henrique Artigas, os parlamentares municipais paraibanos que pretendem apresentar projetos de reajustes salariais para a próxima legislatura, os fazem num momento absolutamente errado e deviam levar em conta a crise econômica e a contenção de gastos proposta pelo Governo Federal, para abdicarem do reajuste de salários. Em Campina o presidente da Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG), vereador Pimentel Filho (PSD), assegurou a apresentação do projeto que reajustará o atual salário dos vereadores de Campina de R$ 12.025, para os R$ 15.193.

“Os efeitos da PEC 241 inicialmente incidirão sobre os gastos do Governo Federal, de maneira que as limitações chegarão aos estados e municípios após a definição do que acontecerá com o salários dos deputados federais que, como se sabe, serve de base para a remuneração de deputados estaduais que, por sua vez, serve de base para a remuneração dos vereadores. Diante do cenário econômico atual, em especial pelo elevado número de desempregados e considerando também que o desempenho da função de vereador deve ter uma finalidade que não deve ser o ganho financeiro, os senhores vereadores deveriam ‘abrir mão’ desse próximo reajuste, pois isso seria uma indicação importante para a visão social que todos precisam ter e praticar”, afirmou o economista Rafael Bernardino.

Segundo o cientista político José Henrique Artigas, os reajustes acontecem no momento errado e são absolutamente inadequados para a atual circunstância de crise profunda que o País está vivendo. De acordo com ele, a possibilidade do fim do piso nacional do salário dos professores ilustra a contraditória posição dos parlamentares do País frente à perspectiva de ajuste fiscal sugerida pelo Governo.

“Eu sou radicalmente contrário a todo tipo de aumento, tanto para os vereadores, como para as verbas de bancada, uma vez que áreas como a saúde e a educação vêm sofrendo fortes cortes orçamentários com implicações bastante substantivas. Quando se fala de Campina Grande e João Pessoa, por exemplo, os salários dos representantes já são muitíssimo mais elevados do que a média salarial do Estado da Paraíba, e isso não condiz com a necessidade de uma representação que efetivamente reflita a característica da população e das rendas médias”, afirmou, destacando ainda que na sua opinião, o mais indicado para o atual momento seria não o congelamento, mas sim a redução dos salários de todos os parlamentares do País.

“Acho que deveriam ser instituídos limites proporcionais à média dos salários dos trabalhadores em cada estado, e num momento de crise, todos temos que fazer a nossa parte, a começar com os nossos representantes, tão mal vistos pela população hoje em dia. A legitimidade dos parlamentos só se ampliará se os parlamentares responderem às demandas da sociedade e da economia nacional”, concluiu o cientista político.

“Nós tivemos um aumento na legislatura passada, em 2012, e agora precisamos apresentar um salário que vai vigorar durante quatro anos sem nenhum aumento”, afirmou Pimentel Filho defensor do aumento.

Redação

 

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