O deputado estadual Anísio Maia voltou a denunciar irregularidades na superintendência do Ministério da Pesca e Aquicultura na Paraíba. Segundo ele, reuniu provas contundentes que provam a existência de cerca de nove mil falsos pescadores cadastrados no programa e as levará para conhecimento do Governo Federal em Brasília. “São provas mais robustas, mais contundentes, pedindo a intervenção no Ministério da Pesca na Paraíba porque do jeito que está não pode continuar”, disse.
Para comprovar as irregularidades, o parlamentar afirma possuir fotografias, listas, entrevistas e gravações. “É um dossiê completo. Visitamos várias cidades, visitamos vários projetos e temos tudo em mãos, destacou” Anísio Maia acusou o ministério de ser cúmplice, caso não tome nenhuma providência após a apresentação das denúncias.
O deputado disse que as irregularidades fora facilmente descobertas porque os autores não teriam se preocupado em escondê-las. “Nem roubar sabem, pois foram facilmente descobertos. São amadores. As provas que temos foram muito fáceis de captar, pois eles achavam que não seriam descobertos”, afirmou.
Segundo Anísio, a principal irregularidade é a existência de cerca de nove mil carteiras falsas dadas a não pescadores em todo o estado. “Temos fotos de seus locais de trabalho. Dono de padaria, comerciantes, fazendeiros, funcionários público… Tem em todos os municípios da Paraíba, de João Pessoa a Cajazeiras”, denunciou.
Para o parlamentar Jutaí Menezes, o deputado Anísio Maia está apenas cumprindo o seu papel de cidadão, porém, tem a obrigação de apresentar provas que comprovem a existência de irregularidades no Ministério da Pesca na Paraíba. “Ele tem que apresentar essas irregularidades à Casa Civil e ao Ministério da Pesca. O papel do deputado está correto”, frisou. O pastor Jutaí disse que cabe ao ministério investigar e punir aqueles que estão envolvidos. Ele não acredita na existência de fraude, mas afirma que caso exista, a Polícia Federal deve investigar e identificar estas pessoas. “O ministério atende as demandas dos municípios e protocola, portanto se houver um pescador, eu acredito que não, que é irregular, aí o ministério e a Polícia Federal devem procurar saber quem são essas pessoas que não atuam na atividade pesqueira”, finalizou.
PB Agora








