- Sobre ajuste fiscal, Flávio não fez nenhuma proposta de corte de gastos, mas apenas sugeriu cifras de diminuição de corrupção e melhoria na gestão de bens da União. Muito fraco! Ou ele está escondendo o que pretende fazer ou ele não tem plano concreto. Quem confia nesse discurso de “confie em mim que vou combater a corrupção e ser um bom gestor”?
- Acerca da reeleição, Flávio afirmou que ficaria apenas um mandato e, logo depois, disse que não tem “apego ao poder” e que acredita que a presidência é “projeto de Deus”. Quem acredita que a família Bolsonaro, que só vive de política, tem desapego ao poder? E essa coisa de um Bolsonaro dizer que é “projeto de Deus” só dá problema!
- No que diz respeito ao fim da escala 6×1, Flávio disse que ouviu muita gente nas ruas a favor, mas não falou do impacto nos custos do trabalho. A conta não fecha: ele quer aumentar o poder de compra do trabalhador de baixa produtividade, mas é a favor de uma proposta que vai aumentar o custo da produção e, portanto, o custo de vida.
- Sobre o a reforma do judiciário e do STF, Flávio citou os penduricalhos e a juristocracia, mas, quando questionado sobre a relação de Nunes Marques com Vorcaro, ele simplesmente fugiu e passou a atacar Moraes. Nada diferente do que Lula fez quando perguntado sobre Moraes. A impressão é que cada um quer ter seu ministro aliado no STF.
- Sobre Vorcaro e ‘Dark Horse’, Flávio disse que era “investimento privado”. O problema é que foi dinheiro demais para esse filme. É muito difícil acreditar que não tenha havido corrupção. Flávio chamava Vorcaro de “irmão” e pedia dinheiro, o filme era dirigido por Mário Frias e um fundo ligado a Eduardo estava envolvido. Que turma de santos!
Nas considerações finais, Flávio fez três compromissos: “eu nunca vou prometer aquilo que não vou poder cumprir”, “eu vou devolver seu poder de compra”, “eu vou devolver sua segurança”. Eu lembrei que o natal está chegando e tem gente que coloca fé e esperança em Papai Noel.
Anderson Paz
