Foto: Reprodução
O presidente do Partido Liberal na Paraíba, Marcelo Queiroga, gerou polêmica ao adotar posturas divergentes sobre declarações misóginas de figuras políticas, evidenciando o que muitos consideram um comportamento de “dois pesos e duas medidas”.
Em entrevista ao Arapuan Verdade, na tarde desta quinta-feira (13). Queiroga lamentou a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recentemente afirmou ter escolhido a ministra Gleisi Hoffmann para a pasta de Relações Institucionais por ela ser uma “mulher bonita”. O ex-ministro da Saúde não poupou críticas ao presidente, classificando sua declaração como “lamentável” e chegando a chamá-lo de “analfabeto”.
“É lamentável o presidente Lula objetificar as mulheres, querendo desqualificar as mulheres. Que as mulheres só podem ser eficientes se forem bonitas. E ele não se inspirou nos versos de Otacílio Batista, porque ele é analfabeto, não sabe nem quem é Otacílio Batista”, afirmou Queiroga, destacando sua desaprovação da fala de Lula, que muitos consideraram misógina e desrespeitosa.
Contudo, a postura do presidente do PL/PB se mostrou inconsistente quando o assunto passou a ser o ex-presidente Jair Bolsonaro, cujas declarações frequentemente abordam as mulheres de maneira pejorativa. Quando questionado sobre a retórica misógina de Bolsonaro, Queiroga minimizou as palavras do ex-presidente, dizendo que ele “tem o seu estilo próprio” e que o povo já o conhece. “Bom, é isso aí, a questão de rebater o presidente Bolsonaro não tem nada a ver. O presidente Bolsonaro tem o seu estilo próprio, né? E as pessoas já o conhecem”, declarou Queiroga, ao sugerir que as falas do ex-presidente não mereciam a mesma crítica severa.
A diferença de tratamento gerou reações de inconformismo, já que, enquanto Queiroga se mostra enfático na crítica a Lula, é mais condescendente com Bolsonaro. Questionado sobre se a fala de Lula não seria, na realidade, uma forma de rebater as declarações de Bolsonaro, que na semana passada chamou as mulheres petistas de “feias” e “incomíveis”, Queiroga foi direto: “O Lula, na realidade, está querendo objetificar a mulher para buscar benefícios de negociação, como se o presidente do Senado e da Câmara fossem se deixar seduzir pela suposta beleza, na ótica de Lula, da deputada federal, Gleisi Hoffmann”, emendou.
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