Formada por três vereadores, a bancada do Partido Socialista Brasileiro, constituída na Câmara Municipal de Campina Grande, está dividida. Como se não bastasse a rebeldia da vereadora Ivonete Ludgério, que integra a base governista a contra gosto da direção do partido, o embate que surgiu esta semana entre o presidente da Assembleia Legislativa deputado Adriano Galdino (PSB), e o chefe do gabinete do Estado e presidente municipal do partido Fábio Maia, acabou respingando na bancada socialista.
O vereador Murilo Galdino (PSB) que é sobrinho do presidente da ALPB, endossou as críticas feitas a Fábio Maia, o que deixou o seu companheiro de bancada insatisfeto.
Segundo Murilo, a reclamação externada por Adriano reflete uma insatisfação de vários aliados do Governo Ricardo Courinho em Campina.
– Administração se faz com aliados da campanha e muitos deles vem reclamando dessa participação junto aos cargos no Governo do Estado – afirmou Murilo. Ainda segundo o vereador, o deputado Adriano está sofrendo uma grande pressão de eleitores que não estão tendo seus pleitos atendidos.
– Eu acho que essa fatia da administração deveria ser melhor dividida com os aliados – declarou.
Sobrinho de Fábio Maia, o vereador Anderson Maia não gostou das declarações , mas disse que acredita que essa seja apenas uma questão pontual que deverá ser resolvida internamente no partido.
Em entrevista a Rádio Panorâmica, ele afirmou que tem percebido pessoas que não votaram no governador nas eleições de 2014 querendo agora fazer parte da gestão municipal.
– Nosso entendimento é um só: quem ajuda a eleger ajuda a administrar – declarou Anderson.
Diferente do que declarou Murilo Galdino, Andeson Maia negou haja por parte de Fábio Maia qualquer tipo de perseguição a aliados do Governo.
O conflito surgiu quando o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), emitiu uma nota essa semana lamentando o tratamento que vem sendo dado pelo dirigente do partido em Campina Grande, Fábio Maia, aos seus aliados políticos na cidade.
“Em Campina Grande não sou ouvido para nada. Fábio Maia quer monopolizar as atenções, usa o cargo de chefe de gabinete do governador para pressionar, colocar e retirar prestadores de serviço, e isso não faz parte da forma com a qual nosso partido trabalha”, lamentou o presidente da ALPB.
Em resposta ao deputado, o presidente do PSB de Campina Grande, Fábio Maia negou perseguição aos aliados e disse que os problemas precisam ser resolvidos internamente.
“Essas coisas a gente tem que resolver internamente e não através da imprensa” disse.
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