Em discurso proferido na tribuna do Senado na noite desta terça-feira (29), o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) agradeceu ao diretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o economista Alan Bojanic, por ter conduzido a instalação de uma unidade da instituição em Campina Grande, na Paraíba.
"Quero agradecer as generosas palavras do diretor da FAO, o economista Alan Bojanic, que esteve em minha cidade, em Campina Grande, instalando o segundo escritório da FAO no Brasil. O semiárido Nordestino, na Paraíba, tem mais de 50% da sua população vivendo com metade de um salário mínimo por pessoa ao mês", disse Vital.
"Uma das bandeiras de nossa atuação no senado foi solicitar a FAO que ao abrir um novo escritório no Brasil, ele se instalasse em Campina Grande. Em dezembro de 2011 começamos o trabalho, buscando o apoio de todas as entidades vinculadas ao setor de agricultura e alimentação para fortalecer nosso pedido. Esse esforço foi contemplado ontem, tivemos a presença da instituição na Paraíba, e concluímos uma tarefa profundamente desafiadora que foi desempenhada com prioridade", concluiu o senador.
O engenheiro agrônomo boliviano Alan Bojanic, chefe do escritório da FAO no Brasil, participou da solenidade de instalação da unidade de gestão de projetos. Durante a solenidade, Bojanic fez questão de registrar o esforço de Vital no sentido de garantir que a FAO fosse instalada em Campina Grande. Segundo ele, Vital foi um grande articulador em Brasília, não medindo esforços para ver o sonho realizado.
No pronunciamento feito no auditório do INSA, o economista assegurou que o senador paraibano foi o responsável pela concepção da ideia. “Quero nesse momento com muita alegria registrar que o senador Vital que concebeu a ideia, e não estar presente nessa solenidade porque está cumprindo uma agenda do Senado. Faço menção ao senador na pessoa do vereador Olímpio Oliveira” registrou.
Para ele, a participação de Vital foi fundamental para a instalação do escritório da organização na Paraíba. “A participação dele foi decisiva para que nós pudéssemos instalar esse escritório aqui. Sem dúvida ele foi um ator chave nesse processo”, disse.
A unidade na Rainha da Borborema apoiará projetos para fortalecer a agricultura familiar, o combate à desertificação, ações de mitigação e recuperação da degradação da terra em espaços semiáridos, visando a mitigação dos efeitos da seca, a produção de alimentos e o combate à fome. O escritório é o segundo a ser implantado no País, sendo o primeiro localizado no Paraná. A FAO de Campina Grande funcionará na sede do Insa/MCTI.
Ainda em meados de 2012, em pronunciamento na tribuna do plenário, o senador Vital levou ao Congresso Nacional a importância de levar ao nordeste uma unidade da instituição, colocando Campina Grande como cidade de grande valor estratégico para o desempenho dos trabalhos de combate à fome e desnutrição em todo nordeste.
“Não é de hoje que reivindico para a Paraíba a instalação de escritório da FAO. Por suas peculiaridades socioeconômicas e sua posição geopolítica, a Paraíba é um destino natural para um escritório regional de tão importante organismo”, disse, à época, o senador.
Em 2011, o diretor-geral da FAO, José Graziano, defendeu a abertura de três escritórios no País: um no Paraná, outro na Amazônia e um no Nordeste. “Nada mais razoável que a Paraíba seja contemplada com este importante birô voltado para a agricultura e a alimentação”, celebrou Vital do Rêgo.
Em resposta ao apelo de Vital do Rêgo, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, decidiu pela abertura da unidade paraibana da instituição, com o objetivo de acompanhar de perto o desenvolvimento regional.
Além de promover ações de combate à fome e à seca, o local irá reunir e disponibilizar dados e informações econômicas, sociais, ambientais e da infraestrutura do Semiárido brasileiro visando agilizar e facilitar dados científicos sobre a região. O sistema será utilizado para divulgar experiências, conhecimentos e estudos como forma de gerar novos conhecimentos nos campos da ciência, tecnologia e inovação.
Os dados disponibilizados trarão benefícios para os nove estados que foram o Semiárido brasileiro (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe e Minas Gerais), beneficiando pesquisas que serão realizadas em proveito de aproximadamente 22.500.000 de brasileiros.
A FAO
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) atua em países desenvolvidos e em desenvolvimento, promovendo iniciativas estratégicas para erradicação da fome e da insegurança alimentar.
A instituição apóia o desenvolvimento das áreas rurais, onde vivem 70% das populações de baixa renda, por meio do aperfeiçoamento das atividades agrícolas, florestais e pesqueiras.
Redação com assessoria
O Belo perdeu a invencibilidade na Série C, após uma vitória amarga diante do Figueirense,…
Não foi desta vez que o torcedor do Sousa comemorou a primeira vitória fora de…
O Galo da Borborema voltou a vencer no Amigão e assumiu a liderança do Grupo…
O governador Lucas Ribeiro esteve, neste domingo (19), no município de Baía da Traição, onde…
Quem passou pelas praias do Bessa e Intermares neste domingo (19) se deparou com um…
O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Campina Grande tornou pública, neste domingo (19),…