Continua a polêmica em torno da exposição Queermuseu, aberta há mais de um mês no Espaço Santander Cultural, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, na capital do Rio Grande do Sul. Segundo a vereadora Eliza Virginia (PSDB) a proposta do banco ofende os brasileiros e comete até um crime. “A exposição ofende nossos símbolos religiosos”, afirmou.

Eliza considera que os expositores devem ser processados pela justiça, pois atacam símbolos religiosos do nosso país e que o banco deve também ser responsabilizado por apoiar tal medida. “Eles (banco) tinham consciência do que seria exposto. Pois além de nossos símbolos religiosos, revertem para as crianças a questão da pedofilia”, disse Virginia, ao destacar que tal apoio de um banco nacional como este merece o repudio da sociedade.

Um dos itens mais polêmicos da exposição foi o quadro “Cena de Interior II”, da artista carioca Adriana Varejão, que retrata práticas sexuais grupais, heteros e homossexuais, entre pessoas de diferentes raças, inclusive com a “participação” de animais. Outro quadro exposto, “Travesti da Lambada e Deusa das Águas”, de Bia Leite, foi associado à pedofilia ao retratar crianças como travestis, enquanto “Cruzando Jesus Cristo com Deusa Schiva”, de Fernando Baril, sincronizava a figura de Cristo crucificado à da divindade hindu.

Quadro “Cena de Interior II”, de Adriana Varejão

No decorrer desta segunda (11), diversas entidades LGBTs lançaram notas de repúdio ao cancelamento da exposição, posição que encontrou eco no parecer do curador do evento, Gaudêncio Fidelis. “A obra é feita sob uma perspectiva positiva da comunidade LGBT sobre enfrentar o preconceito, o bullying e todas as questões que dizem respeito à manifestação de gênero. Nunca imaginei na minha vida profissional que uma pintura como aquela pudesse ser atribuída ao caráter de incitação à pedofilia. É uma desconexão”, considerou.

 

 

Redação

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