A postura de muitos eleitores Brasil afora preocupa. E como. Claro que existem brasileiros e brasileiras preocupados com a nação, com seus estados e seus municípios. Mas que pena que boa parte deles não esteja ‘nem aí’ para as importantes decisões que gestores públicos tem que tomar e que tem interferência direta em nossas vidas.
Sinto-me muito triste quando vejo, nas ruas, um eleitor dando uma de torcedor de clube. Neste final de semana, em que vários campeonatos estaduais chegaram ao fim, pude ver torcedores de times como Santos, Internacional, Cruzeiro, Santa Cruz, dentre outros, comemorando o título de seus clubes. Em se tratando de futebol, ótimo. Afinal, é a paixão brasileira…
Vi depoimento de uma torcedora que, dançando, afirmava que seu time era demais. “Botamos prá quebrar!”, disse, em referência ao Santos. Vi outro torcedor que, numa postura que causaria constrangimento a qualquer desavisado, rebolava e gritava o nome do Cruzeiro. Que país excêntrico, não?
Mas esse mesmo sentimento não pode – e não deve – ser transferido para a política. Não dá para comparar eleição com campeonato de futebol. Nem eleitor com torcedor de time. Não faz sentido.
Vocês já repararam que um torcedor passa, no máximo, uma semana ou quinze dias comemorando o título de seu time? E que após este período ele perceberá – ou não – que a conquista não trará nada de novo em sua vida? Que esta comemoração servirá apenas para ‘tirar onda’ com quem torce pelo time contrário? E que esta ‘tirada de onda’ não irá mais além do que alguns dias, pois depois os dois esquecerão tudo? E que o torcedor esquecerá tudo o que fez, até chegar um novo campeonato e, novamente, ele passar a torcer pelo seu time?
Pois não é que vemos isso na política também… infelizmente.
Enquanto tivermos torcedores torcendo apenas para que o seu candidato vença a eleição para ‘tirar onda’ com quem votou no contrário… Enquanto tivermos eleitores que, após a eleição, esquecerão seu candidato, lembrando apenas que ele existe e disputará nova partida na próxima eleição, para contar, novamente, com a sua torcida? E que este torcedor, sem imaginar o mal que está fazendo a si próprio e ao seu país, ou estado, ou cidade, apenas ‘tirará onda’ com quem votou no opositor, sem se preocupar com seu próprio futuro?
Ou será que você nunca viu na rua um eleitor bebendo, gritando, dançando, pulando, porque seu candidato venceu uma eleição? E que no outro dia ele manterá o adesivo do carro ou da janela de casa, mostrando para todos que é um vencedor, quando na verdade poderá, até, ser o grande perdedor da partida da democracia?
O pior é que falam que cidade tal é politizada ou que povo tal é politizado apenas pelo fato de, nesta cidade ou neste grupo de pessoas haver um sentimento exacerbado de torcida por este ou aquele político?
Porque, então, não esquecemos a Eleição F. C. e passamos a encarar a política como ela realmente deve ser? E porque não passamos a acompanhar o dia a dia dos nossos políticos, quando eles estiverem fora da disputa? E porque – o principal – não podemos trocar este político por outro, quando ele não nos agradar, realmente, diferente do que fazemos em relação ao nosso time de coração?
Um ponto para a nossa reflexão. Em nome de nosso futuro. Porque de nossa alegria momentânea os nossos times de coração já cuidam. Ou não…
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