O senador Efraim Filho (PL) defendeu que o Congresso Nacional tenha papel ativo na agenda econômica e nas reformas estruturantes do país a partir de 2027. Ao comentar a governabilidade do próximo presidente da República, neste domingo (25), ele também cobrou atenção às competências constitucionais do Legislativo e afirmou que a relação entre o Governo da Paraíba e a União deve ser mantida independentemente de divergências políticas.
Aliado de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, Efraim afirmou esperar que o Congresso contribua com um novo ciclo político e avance em propostas voltadas ao crescimento e ao desenvolvimento econômico. O senador destacou a presença da direita nas bancadas eleitas para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
“Esperamos que o Congresso possa contribuir, colaborar com o novo Brasil, que eu espero que seja de mudança”, declarou.
Entre as prioridades citadas pelo parlamentar estão reformas estruturantes e mudanças na legislação relacionadas à agenda econômica. Efraim também defendeu que o Congresso acompanhe a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que, em sua avaliação, a Corte tem interferido em matérias que seriam de competência do Legislativo.
“Espero que estejamos prontos, que o Congresso possa avançar nessa missão, também que possa estar mais atento a abusos e excessos do Supremo Tribunal Federal, da Suprema Corte, muitas vezes invadindo competências do próprio Congresso Nacional”, afirmou.
Relação entre Paraíba e governo federal
Questionado sobre como deverá funcionar a articulação entre o Governo da Paraíba e a administração federal a partir de 2027, Efraim defendeu a manutenção do diálogo institucional. Segundo ele, a cooperação entre os entes públicos deve ter como objetivo atender às necessidades da população, independentemente de quem esteja à frente dos governos.
“A relação institucional é importantíssima, até porque o compromisso não é com o governo, é com a população, é com o povo, é com as pessoas”, disse.
O senador acrescentou que a ocupação de cargos públicos deve estar associada à capacidade de promover melhorias na vida dos cidadãos. Para ele, a relação entre estado e União precisa continuar existindo mesmo diante de diferenças partidárias ou ideológicas.
“Independentemente de governos, é importante que a relação institucional entre Estado e país e nação possa existir. Eu tenho certeza que será essa a relação que a gente encontrará a partir de 2027”, declarou.
PB Agora
