O senador Efraim Filho (União Brasil–PB) anunciou nesta sexta-feira (25) que está colocando os cargos federais sob sua indicação à disposição do Governo Federal, após formalizar sua aliança com o PL durante ato político que contou com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em João Pessoa. A declaração do senador, no entanto, gerou reação imediata da presidente eleita do PT na Paraíba, Cida Ramos, que acusou o parlamentar de fugir da responsabilidade.
“Quem nomeia é o governo. Portanto, quem deve exonerar também é ele. Os cargos estão à disposição”, afirmou Efraim em entrevista à CBN João Pessoa. A fala evidencia o reposicionamento político do senador, que deixa de integrar a base de apoio do presidente Lula (PT) para assumir protagonismo na oposição bolsonarista, como pré-candidato ao Governo do Estado em 2026.
A postura, no entanto, não foi bem recebida entre os petistas. “Ou seja, ele não se comprometeu com nada, jogou a bola para o governo resolver”, reclamou Cida Ramos, ao criticar o que classificou como um “jogo de empurra” de Efraim. Para ela, o senador tenta manter espaços de poder sem assumir de fato seu rompimento com o governo Lula.
Segundo Cida, a opção de Efraim representa um alinhamento com forças políticas que atuam contra os interesses nacionais. “O compromisso dele não é com o PT, é com um governo que enfrenta a discussão da soberania nacional. A ala bolsonarista se coloca contra os interesses do povo brasileiro, em defesa de interesses americanos”, disse.
Entre os principais cargos sob influência de Efraim estão a Superintendência dos Correios, ocupada por Jackson Silva Henrique, e a Codevasf na Paraíba, sob Irlen Guimarães Filho — ambos considerados agora à disposição do Planalto, embora não tenham sido formalmente entregues.
Para Cida, a tentativa de Efraim de “lavar as mãos” é inaceitável. “Ele fez uma escolha, e é direito dele. Mas não pode querer transferir para Lula a responsabilidade pela sua decisão. Isso não é correto nem ético”, disparou.
Ela também ressaltou que o PT segue trabalhando para fortalecer um palanque amplo e representativo para Lula em 2026, em aliança com o governador João Azevêdo (PSB), e em oposição ao avanço do bolsonarismo no estado.
Redação








