O senador e candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho (PL), confirmou, em entrevista durante a convenção do partido realizada ontem, domingo (02), que o ex-deputado Major Fábio (Novo) não integra oficialmente a chapa majoritária encabeçada pelo PL nas eleições deste ano. Apesar disso, o parlamentar afirmou que a decisão não impede uma aproximação política entre os dois grupos durante a campanha.
Segundo Efraim, o Novo optou por construir uma chapa própria, mas a relação entre as legendas poderá resultar em apoio mútuo ao longo da disputa.
“Olha, nós temos o Major Fábio, que foi escolhido numa chapa própria do Novo. Isso não impede que a gente construa, mesmo não estando formalmente na aliança, parcerias com o Novo e possa, muitas vezes, o Major Fábio ser a escolha de muitos como segundo candidato ao Senado, e eu também ser a escolha de muitos eleitores do Novo para governador. Não foi possível estar na mesma aliança, mas isso não impede que a gente construa parcerias nessa caminhada com Marcelo e com o Major Fábio no segundo voto”, declarou.
A fala reforça a estratégia adotada pelo grupo de Efraim de não oficializar um segundo nome ao Senado na chapa. Nos bastidores da política paraibana, a decisão é interpretada como um gesto de reciprocidade ao Republicanos, partido que teve papel decisivo na eleição de Efraim ao Senado em 2022.
Naquele pleito, o apoio da legenda, liderada na Paraíba pelo deputado federal Hugo Motta, foi considerado fundamental para a vitória de Efraim em uma das disputas mais acirradas da história recente do Estado. Agora, ao não fechar oficialmente uma segunda candidatura ao Senado, o senador abriria espaço para que parte de seu eleitorado possa votar em Nabor Wanderley (Republicanos), pré-candidato ao Senado pela base governista.
Embora Efraim tenha destacado a importância da candidatura de Major Fábio para o campo da direita e sinalizado a possibilidade de apoio espontâneo ao nome do Novo como segunda opção ao Senado, a convenção do PL não oficializou esse entendimento. Com isso, o segundo voto para senador permanece livre entre os eleitores da chapa.
A estratégia também é vista como uma forma de preservar a boa relação construída entre PL e Republicanos, mantendo canais de diálogo com a legenda que esteve ao lado de Efraim na eleição de 2022, ao mesmo tempo em que evita restringir o eleitorado de direita a uma única alternativa para a segunda vaga ao Senado.
Na prática, a ausência de um segundo candidato oficial na chapa do PL amplia o espaço para que o eleitor decida livremente seu segundo voto, cenário que pode beneficiar diferentes candidaturas e se tornar um dos elementos estratégicos da disputa eleitoral na Paraíba.
PB Agora
