Os efeitos da crise no mercado de trabalho no primeiro semestre, nas principais regiões metropolitanas do país, foram menores do que o esperado, com pequenas perdas em relação ao resultados do ano passado, segundo avaliação do coordenador da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Cimar Azeredo.
Ele considerou o resultado de junho, que indica uma taxa de desemprego de 8,1%, “extremamente favorável”, com um bom número de postos de trabalho gerados –164 mil vagas.
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Azeredo lembrou que a queda do desemprego –de 8,8% em maio para 8,1% em junho– mostra um primeiro movimento significativo de recuperação neste ano, com preservação da renda do trabalhador, apesar do menor contingente empregado, na comparação com 2008.
“A crise provocou efeitos no mercado de trabalho, mas apenas em termos de desaceleração. A turbulência não mudou o patamar do mercado, não se chegou a reverter os ganhos constatados em 2008”, afirmou.
De janeiro a junho, a taxa de desemprego média foi de 8,6%. Para o período, trata-se da segunda menor média, de acordo com a série histórica iniciada em 2002. No ano passado, 8,3% da população economicamente ativa estava desempregada, na média do primeiro semestre.
Renda
Ao mesmo tempo em que o desemprego teve aceleração no semestre, a renda média do trabalhador não registrou perdas. De janeiro a junho, a renda média foi de R$ 1.331,57, o que demonstra um ganho de 4,1% em relação a igual período no ano passado. Ainda na comparação entre as primeiras metades de cada ano, houve avanço de 2,3% entre 2007 e 2008.
“A renda do trabalhador vem sendo preservada, por fatores como o aumento do salário mínimo, e a inflação mais controlada, além do aumento da formalização no mercado de trabalho”, observou Azeredo.
O coordenador do IBGE lembra que o mercado de trabalho ainda tem algumas “mazelas”, principalmente na indústria, que perdeu 183 mil postos de trabalho em relação a junho de 2008. Mesmo assim, frisou, a renda média do trabalhador na indústria cresceu 3,9% no primeiro semestre, chegando a R$ 1.365,17.
São Paulo
Entre as regiões metropolitanas, chamou atenção a queda da taxa de desemprego em São Paulo, que ficou em 9% em junho, ante 10,2% em maio. Boa parte desta taxa está ligada ao fato de que cerca de 129 mil pessoas (2% em relação a maio) migraram para a população não economicamente ativa, ou seja, deixaram de procurar emprego.
Ao mesmo tempo, 127 mil pessoas (retração de 12,5% frente a maio) deixaram de integrar a população desocupada, com apenas 66 mil pessoas (0,7% contra maio) migrando para a população ocupada, obtendo emprego.
Houve geração de postos de trabalho, mas metade da queda do desemprego em São Paulo pode ser atribuída à parcela da população que ficou inativa, deixando de procurar trabalho.
“É um dado que precisa ser observado. Não se sabe se as pessoas estão esperando as coisas acontecerem, esperando uma providência ser tomada, ou se é um início de processo de desalento mesmo, com gente simplesmente desistindo de procurar emprego pelas condições do mercado”, comentou Azeredo.
Folha
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