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Edvaldo Neto revela restrições impostas pelo crime organizado em Cabedelo: “Facções dizem onde não podemos ir”

Foto: Reprodução do Youtube / CBN João Pessoa

A segurança pública e o domínio territorial do crime organizado voltaram a ser pauta no cenário político da Região Metropolitana de João Pessoa. O prefeito interino de Cabedelo e candidato à Prefeitura da cidade portuária, Edvaldo Neto (Avante), revelou nesta quinta-feira (12), que está sendo impedido por facções criminosas de realizar atividades de campanha em diversas comunidades do município.

“Nós temos restrições de entrada em algumas comunidades e a gente respeita a população. A gente não vai nessas comunidades porque, muito embora nós tenhamos apoiadores, correligionários que queiram votar na gente, a gente não se acha no direito de entrar em algumas comunidades para que depois dessas pessoas não sejam represadas”, detalhou Edvaldo durante entrevista à rádio CBN João Pessoa.

Ao ser questionado em quais regiões específicas existiam essas proibições, o gestor foi direto. “Renascer, Salinas Ribamar, essas comunidades nós realmente não podemos entrar, e isso nós já passamos para a juíza eleitoral, passamos alguns materiais que nos chegam. Nós reforçamos nossa segurança para que a gente possa realmente fazer campanha, mas é uma realidade que existe e nós já passamos para os órgãos de segurança para que eles adotem as medidas necessárias”, acrescentou o prefeito.

Edvaldo destacou ainda que são as próprias facções criminosas quem fizeram as proibições. Segundo ele, essa é uma forma de retaliação motivada pelas negativas da atual gestão em relação às tentativas de diálogo das organizações criminosas com representantes do poder municipal.

“As facções criminosas, efetivamente, que dizem que a gente não entra nessas comunidades. É interessante que, em um primeiro momento, se buscou um diálogo, a gente fechou as portas, a gente não dialoga com esse tipo de coisa. Algumas pessoas que buscaram deixar alguns recados, mas nós não aceitamos nenhum tipo de acordo, nenhum tipo de conversa. A gente não entra e nós passamos essas informações para as autoridades competentes”, concluiu.

A eleição suplementar para escolha do novo prefeito de Cabedelo está marcada para 12 de abril. O pleito ocorre justamente após a Justiça Eleitoral cassar o mandato do prefeito André Coutinho (Avante) e da vice Camila Holanda (PP), acusados de envolvimento com facções criminosas e irregularidades no pleito de 2024.

PB Agora

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