Foto: Lula Marques
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) afirmou nesta sexta-feira (25), que os presidentes do Congresso Nacional, Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado), podem ser os próximos alvos da suspensão de vistos e de sanções aplicadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após medidas semelhantes terem sido adotadas contra o ministro Alexandre de Moraes.
Em entrevista ao programa Oeste com Elas, no YouTube, o parlamentar afirmou que o Brasil pode estar “mais perto do que nunca” de ver a Lei Magnitsky ser aplicada contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A legislação impõe uma série de sanções econômicas quando aplicada.
Suspensão de vistos e sanções
“O Trump tem um arsenal na mesa dele, e, pode ter certeza, ele não utilizou esse arsenal todo. Caso venha, talvez até hoje, quem sabe, Deus queira, a Lei Magnitsky contra o Alexandre de Moraes, esse vai ser só mais um capítulo dessa novela. Não será o último”, disse o deputado federal autoexilado nos EUA.
O Metrópoles, por meio da Coluna de Paulo Cappelli, já havia revelado que o governo Trump estuda aplicar uma sanção específica aos presidentes. A Casa Branca analisa a possibilidade de punir os chefes do Legislativo com base na Lei Magnitsky, que restringe operações em dólar americano e é utilizada em casos de violação de direitos humanos.
Eduardo fez cobranças aos chefes do Legislativo: “Se o Brasil não conseguir pautar a anistia e o impeachment do Alexandre de Moraes, a coisa ficará ruim”.
“O Davi Alcolumbre não está nesse estágio ainda, mas certamente está no foco do governo americano. Ele tem a possibilidade agora de não ser sancionado e não acontecer nada com o visto dele, se ele não der respaldo ao regime. E também o Hugo Motta, porque na Câmara dos Deputados tem a novidade da lei da anistia.”
Ao chegar ao Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também afirmou possível sanção do governo dos Estados Unidos aos presidentes da Câmara e do Senado, que poderiam atrapalhar o andamento das pautas da oposição no Congresso.
Lei Magnitsky
A Lei Global Magnitsky tem entre as punições previstas o bloqueio de bens e contas nos EUA e a proibição de entrada em território norte-americano. Ela surgiu na esteira da morte do advogado Sergei Magnitsky, que denunciou um esquema de corrupção estatal e faleceu sob custódia de Moscou, em 2009.
O caso deu início a uma campanha internacional para responsabilizar os culpados, e a Magnitsky foi aprovada durante o governo de Barack Obama, em 2012, para punir autoridades russas envolvidas na morte do advogado.
Metrópoles
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