Toda executiva do PPS de Bayeux e vários pré-candidatos a vereador estiveram reunidos na tarde deste sábado (03) para oficializar que a legenda não fará coligação com o PMDB de Jota Júnior e sacramentar a retirada da pré-candidatura a prefeito do médico Francisco Macedo.
A decisão de que Francisco não é mais o pré-candidato a prefeito se deu por unanimidade da executiva municipal com o aval de 90% dos 24 pré-candidatos a vereador e apoio de Sandra Coutinho, irmã do governador Ricardo Coutinho, que pertence ao PPS de João Pessoa e também tem forte atuação política em Bayeux.
Segundo a direção e os membros do partido, tudo começou depois que o médico, sem conhecimento da direção do partido, começou a negociar apoio com o PMDB indicando cargos, foi envolvido em várias denúncias de cooptação de votos, laqueaduras mal feitas e agindo contra o código de ética do PPS.
Várias lideranças relataram suas decepções, descontentamentos e tentativas do pré-candidato a prefeito Francisco de comprar apoio político dentro do partido oferecendo empregos. Enéas Costa, Val Flores, Zé Baixinho e Manoel Lucena afirmaram que foram procurados pelo médico que ofereceu emprego e pediu currículos.
O pré-candidato a vereador, Carlos Pinto, afirmou que a revolta é geral. “Francisco desrespeitou o partido e por isso não tem moral e ética de ser o candidato a prefeito do PPS que não admite negociata”. Já Uedson, forte liderança da Imaculada, disse que “Francisco decepcionou todos nós. Estou com o grupo do PPS pela ética e decência”.
O presidente municipal do PPS, Antônio Tourinho, irmão de Mário Tourinho da AETC-JP, lembrou que Francisco sequer procurou a direção do partido para dar explicações sobre os fatos que aconteceram numa atitude de soberba e autoritária.
Já o tesoureiro do PPS, Enéas Costa, colocou seu nome à disposição do partido para ser alçado à condição de pré-candidato a prefeito.
Para o professor João Batista, secretário do partido, o apoio de Francisco a Jota Júnior não tem valor legal. Ele afirmou que o PPS tem como foco priorizar a candidatura de vereador já que o partido pode eleger três e só vai discutir a majoritária em junho.
“Agradeço a Deus e aos companheiros presentes que assinaram o manifesto. Só tenho a agradecer e lutar pelos meus companheiros. PPS tem maioria e jamais a estadual vai intervir na maioria. Quero agradecer a Bruno e Durval e a executiva estadual que confiou essa missão. Infelizmente o casamento não deu certo. Casamento quando não dá certo se desfaz. Graças a Deus foi a tempo e estamos unidos”, sentenciou Tourinho.
Assessoria
