Dirigentes de PT e PL veem candidatura de Gusttavo Lima à presidência da República como “fogo de palha”

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Uma eventual candidatura do cantor Gusttavo Lima à sucessão presidencial em 2026 é avaliada como “fogo de palha” por dirigentes nacionais do PT e do PL.

O presidente do PP e senador Ciro Nogueira (PI) afirmou que o projeto pessoal do cantor sertanejo Gusttavo Lima de se lançar candidato à Presidência da República em 2026 depende do apoio de Jair Bolsonaro (PL).

Ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, o parlamentar disse ter conversado com o artista para aconselhá-lo a buscar o suporte do ex-presidente, caso mantenha a intenção de concorrer.

Segundo o senador, o cantor, que está nos Estados Unidos, lhe telefonou no dia 1º de janeiro para anunciar a pretensão política. Nogueira lembrou ainda que Lima já havia demonstrado interesse em disputar o Senado por Goiás nas próximas eleições e foi convidado a se filiar ao PP. No entanto, ressaltou que é preciso cautela quanto à possibilidade de a legenda apoiar uma eventual candidatura presidencial do cantor.

Os dois partidos veem o movimento de Gusttavo Lima com poucas chances de ser exitoso. Entende que ele deve desistir ainda neste ano. A avaliação é de que o cantor foi inserido em um movimento para pressionar Bolsonaro a agilizar a definição de seu candidato para 2026.

Mesmo inelegível, o ex-presidente mantém o discurso de que será candidato. Bolsonaro só pretende definir um nome meses antes do pleito nacional. Até lá, esgotará todas as possibilidades de recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Questionado sobre a eventual candidatura do cantor, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que não tem “nenhum comentário”.

Já a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que o cantor tem direito a ser candidato, mas criticou o discurso feito por Lima direcionado ao agronegócio.

O cantor afirmou na semana passada que o agronegócio não aguenta mais pagar impostos no país.

“O problema é mentir para tentar impulsionar candidatura, dizendo que o agronegócio paga muito imposto. Esse é o setor mais subsidiado da nossa economia. A carga tributária é de cerca de 5% do PIB”, ressaltou a petista.

 

Severino Lopes
PB Agora

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