O imbróglio entre a presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, Ivonete Ludgério (PSD) e dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba e do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (STIUPB) ganhou novo capítulo. O suplente de vereador e diretor de comunicação do Sindicado dos Trabalhadores do Agreste da Paraíba (SINTAB) Napoleão Maracajá, do PCdoB, encaminhou ao Legislativo Municipal pedido de afastamento da presidente, para que seja apurada a denúncia de acúmulo de funções da vereadora.
Na semana passada, ela e o presidente do STIUPB, Wilton Maia, trocaram farpas, quando sindicalistas fizeram protesto dentro do Legislativo Municipal contra a Lei 561, do Executivo, que trata das políticas de Parcerias Público-Privada e prevê repassar serviços nas áreas de saúde, educação e saneamento para a iniciativa privada. Ivonete Ludgério tachou o sindicalista de “desequilibrado”, e sugeriu que ele deveria procurar um Caps – onde são atendidos pacientes com transtornos mentais. Ato contínuo, Maia acusou a vereadora de acumular salários de presidente da Câmara Municipal e de funcionária da Secretaria Municipal de Agricultura – recebe pouco mais de R$ 20 mil no Legislativo e quase R$ 6 mil na pasta, o que fere a legislação.
A emenda constitucional 41, em seu artigo 37, inciso XI, estabelece que as remunerações de “detentores de mandato eletivo percebidos cumulativamente ou não, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie”, do prefeito. Ocorre que o salário-base do gestor da cidade, Romero Rodrigues (PSDB), é de R$ 20 mil.
Para o diretor do Sintab, Ivonete Ludgério faltou com a verdade ao tentar justificar o acúmulo de funções – como vereadora e funcionária da Secretaria de Agricultura. “Ela disse que trabalha na secretaria à tarde, mas o expediente na prefeitura de Campina é encerrado às 13h”. Maracajá solicitou ainda investigação do caso pelo Ministério Público da Paraíba. Servidora efetiva desde 1987 da Secretaria de Agricultura, a vereadora Ivonete Ludgério vê motivação política na atitude de Napoleão Maracajá. De acordo com ela, a legislação vigente permite o acúmulo de funções, desde que exista a compatibilidade de horários. Contudo, Maracajá afirma que isso seria impossível, uma vez que o expediente da pasta se encerra às 13h.
Redação
No final da manhã desta segunda-feira (16), a polícia foi acionada após pescadores encontrarem o…
Na madrugada desta segunda-feira (16), um jovem de 27 anos foi morto com vários disparos…
Três das seis pessoas que foram feridas em ataque a tiros durante uma festa em…
O vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, cumpriu agenda nesse domingo (15) em cidades do Sertão…
A China é um país híbrido: fechado em algumas áreas, mas, na esfera mais proveitosa,…
Os desfiles do Carnaval Tradição de João Pessoa desta segunda-feira (16) movimentam a cidade com…