O clima esquentou nos bastidores da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) nesta quinta-feira (19). O presidente da Casa, vereador Dinho Dowsley (PSD), confirmou que já deu o primeiro passo para a análise da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Cagepa, mas revelou que tem sofrido ameaças e que a pressão externa tem passado dos limites.
O chefe do executivo municipal explicou que está seguindo o rito regimental e que os pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) estão sendo encaminhados conforme foram protocolados.
“Pedidos de CPI que foram enviados para a Casa, eu estou mandando na sequência. Inclusive, o primeiro pedido de CPI desta Casa é o da Cagepa e estou encaminhando a Procuradoria. Quero dizer que já recebi recado com ameaças de outras CPIs e esta Casa aqui não vai ficar refém de ninguém, seja recado de fulano, de A, de B e de C”, revelou Dinho em pronunciamento no plenário.
Na oportunidade, o vereador deixou claro que a decisão sobre a abertura da comissão vai depender da análise técnica da Procuradoria, assim como aconteceu com a CPI dos Combustíveis.
“Se houver os critérios, como houve na CPI solicitada por Guguinha, do Combustível, a Câmara vai implantar. Se não houver os critérios, a Câmara está isenta. A Procuradoria desta Casa, através do competente Rodrigo Farias, nosso procurador, vai analisar todos os pedidos, mas o da Cagepa, que foi a primeira solicitação, eu já enviei para a Procuradoria e vou aguardar o parecer”, explicou.
Sobre as pressões recebidas, o vereador foi direto: “Não vou admitir nem ameaça, nem qualquer tipo de influência.”, concluiu o presidente do legislativo.
Segundo o presidente, há pelo menos quatro pedidos de CPI protocolados por vereadores e todos seguirão a ordem de análise, de maneira técnica.
PB Agora








