A presidente Dilma deve fazer uma reforma ministerial ainda neste ano. Consultores políticos avaliam que ela tem de reinventar sua gestão. Os petistas vão torcer o nariz, mas o PMDB terá um peso maior. Segundo comentaritas políticos nacionais os partidos que podem ser afetados na reforma perdendo espaço para o PMDB devem ser mesmo o PDT e o PP.
De acordo com a coluna Panorama Político do Jornal O Globo assinada pelo jornalista Ilimar Franco o PMDB, que já tem a coordenação política, pode assumir a Casa Civil. Para esses consultores, a reforma virá depois que se saiba quem ficará a salvo das denúncias do procurador Rodrigo Janot.
Investidores do mercado financeiro projetam um cenário com a permanência da presidente Dilma no poder. Esse é o recado que eles têm recebido de consultores políticos. Estes dizem que, após a avalanche de denúncias de corrupção, ela sairá menor e terá de reduzir o espaço do PT. A realização de novas eleições já e a deposição de Dilma, e de seu vice Michel Temer, ficaram sem chão. Eles relatam que há desânimo entre os aecistas.
Há poucos dias o governo concluiu levantamento de todas as votações que ocorreram na Câmara e no Senado no 1º semestre, mapeando como vêm se comportando os nove partidos que integraram a chapa à reeleição da presidente Dilma: PT, PMDB, PCdoB, PDT, PP, PSD, PR, PRB e PROS. O resultado mostra um alto índice de infidelidade dos aliados. O Planalto se surpreendeu com duas situações o alto índice de infidelidade do PP e do PDT respectivamente os 1° e o 2° na lista dos que mais traíram o governo.
Os deputados progressistas são os que menos votaram a favor do governo, traindo em 56,53% dos casos. No pacote do ajuste fiscal e depois de intensas negociações de cargos entre o Executivo e aliados, o índice é menos pior, 55,64%, mas ainda assim considerado um desastre por integrantes do governo. Na Câmara e no Senado, o PDT é o 2º menos fiel. Dilma é egressa do partido, que tem um ministro, Manoel Dias (Trabalho).
O governo passará a usar o levantamento para “balizar” a relação com os aliados. “A partir desses índices, vamos conversar com os deputados e dirigentes dos partidos porque é preciso elevar, muito, em alguns casos, as médias de apoio ao governo”, disse uma fonte.
A presidente Dilma já insinuou ao PMDB uma possível reforma ministerial tão logo o ajuste fiscal seja aprovado. Na provável reforma devem cair os ministros como José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Henrique Alves (Turismo) e Manoel Dias (Trabalho). Todos esses cargos devem ser entregues ao PMDB da Câmara e do Senado.
O Governo Federal deve mesmo bater o martelo em torno da saída de Manoel Dias do Ministério do Trabalho, mas segundo o colunista nacional Cláudio Humberto na sua coluna no portal Diário do Poder, o cargo não deve ser entregue ao deputado federal Damião Feliciano, do PDT da Paraíba, mas ao PMDB.
Redação








