Ciente das dificuldades política que enfrentará no Congresso e com a disputa de poder entre os principais partidos que fizeram dela presidente da República, Dilma Rousseff já escalou aqueles que, fora do Parlamento, vão ajudar no dia adia da política. A “armada de Dilma”, como alguns já se referem ao grupo, sera formada especialmente por governadores reeleitos, com experiência e traquejo no campo político e que têm pretensões de voos mais altos.

Na linha de frente estão cinco reeleitos que já se apresentaram para essa tarefa: Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco; Marcelo Déda (PT), de Sergipe; Jaques Wagner (PT), da Bahia; Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro; e Roseana Sarney (PMDB), do Maranhão. De primeiro mandato, o nome mais forte nessa articulação é o do governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.

À exceção de Cabral, que teve passagem sem muito destaque pelo Senado, todos os demais ocuparam postos importantes no governo Lula ou antes dele (leia quadro). A maioria deles ajudou e muito, inclusive no período mais difícil para o presidente Lula, em 2005, quando houve a crise conhecida como o “escândalo do mensalão”. Tarso, por exemplo, era presidente do PT naquele momento. Além disso, é próximo de Dilma por ser do estado onde ela começou a sua carreira política, como militante e secretária. Os dois são amigos.

Logo depois da eleição, Dilma pediu a alguns desses governadores que tirassem férias no mesmo período que ela para que pudessem viajar a Brasília nessa temporada de transição. A ideia é que eles deem sugestões não só para a composição do governo como também para os temas em pauta e a contenção de possíveis crises no Congresso, onde todos esses políticos já passaram e têm alguma ou muita influência.

Eduardo Campos, por exemplo, já começou a trabalhar. Terminado o segundo turno, reuniu os governadores eleitos e a bancada do PSB. Ali, plantou a semente da necessidade de o Congresso estudar novos mecanismos de financiamento da Saúde, seja a CPMF ou não. “Foi uma forma de puxar um tema que a futura presidente quer levar adiante, a reforma tributária”, afirma um dos integrantes da equipe de Dilma.

Tempo integral

Além dos governadores, a “armada de Dilma” terá em tempo integral nomes que serão convocados para auxiliar na seara política. Além dos três porquinhos – Antônio Palocci, que esteja em qual ministério estiver, será peça-chave na política, o atual o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e José Eduardo Cardozo – Dilma contará com o atual ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e ainda com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.

Discreto e considerado um dos nomes mais ligados à presidente eleita, Pimentel é visto como um quadro político com lugar reservado na equipe. Antes de Dilma viajar para uns dias de descanso na Bahia, ela o chamou para um almoço onde deixou claro que ele irá participar de seu governo. Embora não tenha feito qualquer convite formal, para muitos está certo que Pimentel estará ajudando na seara política e até nos contatos com o PSDB, onde o nome mais em evidência nessa largada será o do senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves.

 

Correio Braziliense

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