Em evento no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (6), a presidente Dilma Rousseff reforçou que resistirá “até o último dia”. A mandatária aproveitou para frisar que Michel Temer (PMDB) está “usurpando o poder”, e que ele é “cúmplice” do “golpe” e de Eduardo Cunha (PMDB), afastado do mandato de deputado federal pelo STF nesta quinta-feira (5), por usar o cargo para benefício próprio. Na ocasião, Dilma anunciava a contratação de 25 unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida.
“O pecado original desse processo não pode ficar escondido. Não vamos nos iludir. Todos aqueles que são beneficiários desse processo, como por exemplo os que estão usurpando o poder, infelizmente o vice-presidente da República, são cúmplices de um processo extremamente grave”, disse Dilma.
“Eu sou muito incômoda, primeiro porque sou a presidenta eleita. Segundo, porque não cometi nenhum crime. E, terceiro, se eu renuncio, eu enterro a prova viva de um golpe absolutamente sem base legal e que tem por objetivo ferir interesses e ferir conquistas adquiridas ao longo dos últimos 13 anos”, completou Dilma. “Eu tenho a disposição de resistir. Resistirei até o último dia.”
A presidente afirmou que Cunha é uma pessoa “destituída de princípios morais e éticos”, que fez “chantagem explícita” com o governo. A abertura do processo de impeachment na Câmara pelo peemedebista foi vista como uma chantagem, depois que o deputado tentou conseguir votos com o governo a seu favor no Conselho de Ética, mas não teve êxito.
“O meu processo é tão violento porque foi necessária uma pessoa destituída de princípios morais e éticos, acusado de lavagem de dinheiro, de ter contas no exterior, para perpetrar o golpe”, ressaltou a presidente.
Por conta da assinatura de contratos para a construção de 25 mil unidades habitacionais pelo Programa Minha Casa Minha Vida, a presidente abordou a questão dos programas sociais. Ela se referiu a suposta proposta de governo do vice-presidente Michel Temer, repercutida na imprensa, de pagar o Bolsa Família apenas aos 5% mais pobres. Para a presidenta, essa ideia reduz o programa a pó.
“Focar nesse programa é reduzi-lo a pó, é tirar dele a ideia de garantir a renda mínima para criança e, com isso, criar condições que famílias tenham um horizonte de não ter fome. Focar o Minha Casa Minha Vida é reduzir a importância do programa, transformá-lo mais uma vez em programa piloto, que é só o que eles sabem fazer: programa piloto.”
A oposição tem criticado a atitude da presidente e aliados de chamar o processo de impeachment de “golpe”, enquanto a imprensa estrangeira já trata a ação parlamentar contra a mandatária como “golpe”.
Jornal Brasil
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