O completo estado de abandono que toma conta do conselho tutelar de Santa Luzia vem causando indignação na população que carece do serviço. Por meio de um e-mail enviado à nossa equipe de jornalismo, um de seus dirigentes denunciou o descaso que assola a instituição, que atualmente atende cerca de 60 denúncias de maus tratos por mês.
Em busca de uma profunda apuração dos fatos, entramos em contato com o dirigente reclamante, que, perceptivelmente temeroso, insistiu que seu nome fosse deixado no mais completo sigilo. “O grupo aqui costuma perseguir duramente quem denuncia as coisas”, afirmou.
O drama
Em meio a seu tocante relato, o dirigente lembrou que a instituição não dispunham sequer de uma sede no momento em que seu grupo assumia a função. Por força de um Termo de Ajustamento de Conduta, imposto pelo promotor do município, o então prefeito Ademir Morais (foto) cedeu um espaço para funcionamento.
Apesar da força impositiva da determinação judicial, o gestor cumpriu muito pouco do que ficou acertado. Estava previsto no documento, além da responsabilidade pelas despesas do Conselho, a doação de um computador e de móveis. Somado a isso, ficava obrigada a prefeitura a deixar um carro à disposição da instituição (que nunca foi enviado).
“Até o computador e os móveis quem doou foi o juiz daqui, por pena. Inclusive ficou certo que pelo menos o prefeito iria consertar o aparelho, mas até agora nada”, disparou.
Como se não bastasse tanta penúria, a luz da sede foi cortada há alguns dias por falta de pagamento.
Ao fim de sua mensagem, o dirigente insistiu que déssemos publicidade ao fato como um último apelo em busca de uma solução.
O temor assola
Poucos minutos após conceder depoimento ao nosso portal, recebemos uma ligação. Do outro lado uma voz estranha e ameaçadora questionava sobre uma certa denúncia contra a Prefeitura de Santa Luzia e exigia conhecer o responsável por ela.
Repreendido com a explicação que não nos sentíamos obrigados a revelar a fonte, nem o faríamos sob hipótese alguma, o misterioso ligador revelou se tratar do próprio denunciante.
Em meio a inúmeras desculpas, o dirigente justificou sua atitude como “um teste” de nossa discrição, pois temia profundamente que, revelado seu nome, fosse posta em perigo até sua integridade física.
Luis Alberto Guedes
PB Agora
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