Categorias: Política

Desafeto de Ricardo Coutinho anuncia desistência da vida pública e se mostra decepcionado

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Primeiro secretario de Administração do Governo Ricardo Coutinho (PSB) no primeiro mandato do socialista como prefeito de João Pessoa, o professor Francisco Barreto anunciou durante entrevista ao PB Agora nesta quinta (15), que não pretende mais disputar mandatos e demonstrou bastante desilusão com a vida político-partidária na Paraíba.

 

Abrindo o coração e depois de ter tentando concorrer a vários cargos sem sucesso, Barreto disse que existe uma verdadeira deterioração da vida pública:

 

“Você vê sequelas extremamente graves em todas as áreas: Judiciário, Legislativo e Executivo e fica muito difícil de conviver com tudo isso e com os que foram eleitos, os bons e os ruins, pois há uma predominância maciça da má qualidade que guarda uma estreita relação com a opção da população e é difícil conviver com isso”, desabafou.

 

Segundo Barreto a vida político-partidária é complicada daí a decisão de não mais disputar mandatos: “O partido político, não tem nenhuma base ideológica, nenhuma base politica, não tem um projeto para a sociedade e para entrar num partido político tem que se ter a disponibilidade de recursos materiais, leiamos recursos financeiros e a legislação é extremamente restritiva quanto à aplicação de recursos de terceiros, mas na prática isso não existe: onde as candidaturas estão vinculadas as correntes financeiras que lhe dispõe”, refletiu, acrescentando que: “O cidadão que entra na politica que tendo ou não tendo dinheiro, joga o que não tem, ele só tem uma forma de recuperar: roubando”, disse.

 

Ao ser questionado pelo PB Agora se havia cansado da política, o professor foi enfático: “Eu não tenho mais projeto eleitoral, a politica sempre tenho que estar convivendo, faço politica em sala de aula e com as pessoas que convivo e não podemos abdicar da política, agora projeto eleitoral não me interessa mais”, pontuou.

 

Em tom de despedida, Francisco Barreto fez um desabafo dizendo que os políticos são eleitos com propósitos e depois modificam radicalmente quando chegam ao posto desejado.

 

“Quando as pessoas entram no poder, não tem clareza do que são e do que não querem ser e o poder engole: o Governo engole o governador, a Prefeitura engole o prefeito e as pessoas deixam de caminhar politicamente para servir ao poder”, encerrou, revelando que continuará dando aulas na Universidade Federal da Paraíba na área de Economia e que está produzindo dois livros: um voltado para o cotidiano e outro com enfoque na politica na Ditadura.

 

“Professor é feito vela: se acaba em pé!”, brincou.

 

Henrique Lima

PB Agora

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