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Derrotado em 2012, deputado silencia sobre 2014

Deixando os pré-candidatos ao governo em dúvida, parlamentar tenta aumentar o seu capital político

Ainda vivendo o rescaldo da derrota no seu principal reduto eleitoral, o deputado Marcio Roberto (PMDB) tem evitado se comprometer com os projetos políticos de 2014. A regra é válida tanto para o seu partido como para o governo que apoia.

Seguindo a lei do silêncio e a tese de que “quanto mais você fala, maior a probabilidade de dizer uma besteira”, Marcio analisa o cenário com a cautela de quem sabe que não poderá dar o “pulo errado” e, por isso, só saltará no momento certo, seja para qual for o lado.

Não revelando o propósito de seus atos e mantendo o governador Ricardo Coutinho e o opositor Veneziano Vital do Rêgo no escuro, deixando-os em permanente dúvida, Marcio Roberto tenta aumentar o seu capital político.

Rebelde desde que tomou posse em 2007, Marcio sempre votou a favor dos projetos de “grande interesse” do Estado nos governos Cássio Cunha Lima, José Maranhão e Ricardo Coutinho. Governista de plantão.

A postura, no entanto, foi duramente castigada na eleição municipal, quando o seu filho Jullys Roberto (PMDB) perdeu de forma acachapante para o atual prefeito Gemilton Souza (PR), por cerca de 3.500 votos de diferença.

Acostumado a viver ‘se balançando’ na política, assim como nas “confortáveis redes” de São Bento, o deputado parece que não aprendeu a lição e continua votando na Assembléia Legislativa de acordo com a conveniência do momento e a situação do seu ‘Establishment’ (autoridade para defender seus privilégios) no governo Ricardo Coutinho.

Para sua estratégia política, não ser previsível o torna mais atraente. Já dizia a sabedoria popular que “você é dono do que cala e escravo do que fala”. Por isso, Marcio Roberto sempre dará o calado como resposta quando o tema for "posicionamento político".

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PB Agora

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