Por pbagora.com.br

Os deputados federais paraibanos também utilizaram as cotas de passagens aéreas na Câmara Federal para pagar voos internacionais para eles, parentes, assessores, entre outras pessoas.

Do total da bancada paraibana, que é composta por 12 deputados, sete – o que representa 58,3% dos parlamentares do Estado na Câmara Federal – utilizaram a cota com esse fim. Ao todo foram 32 passagens, sendo que quem mais utilizou o mecanismo foi o socialista Marcondes Gadelha (foram 12 bilhetes no total). Os dados, referentes ao período de janeiro de 2007 a outubro de 2008, foram levantados pelo site Congresso em Foco e têm como base registros fornecidos pelas companhias aéreas. A utilização das cotas para pagamento de passagens vem sendo chamada como a “farra das passagens aéreas”.

A pesquisa revelou que os 261 deputados – ou seja, 51% do total de 513 – que utilizaram a cota para pagamento de viagens internacionais viajaram em companhia de cônjuges ou familiares. Ao todo foram 1.883 voos internacionais pagos com a cota de passagens aéreas dos deputados. As viagens internacionais custaram à Câmara R$ 4.765.946,91, sendo R$ 3.021.557,98 nos bilhetes emitidos e mais R$ 1.744.388,93 com taxas de embarque. Além de Marcondes Gadelha, os parlamentares que utilizaram as cotas de passagem para pagamento de voos internacionais foram Armando Abílio (PTB), Damião Feliciano (PDT), Vital do Rêgo Filho (PMDB), Efraim Filho (DEM), Ronaldo Cunha Lima (PSDB) e Manoel Júnior (PSB).

A “farra das passagens aéreas” como vem sendo chamado o episódio, ganhou grande repercussão e fez com que algumas medidas fossem adotadas. O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), anunciou ontem novas restrições para o uso de cota de passagens aéreas por parlamentares da Casa.

A partir de agora ficou definido que os bilhetes só poderão ser emitidos em nome dos deputados ou de um assessor credenciado. Além de proibir que terceiros utilizem a cota de passagens dos deputados, a Câmara deve disponibilizar na internet todos os gastos dos parlamentares com as passagens. A Casa decidiu ainda que as passagens só poderão ser utilizadas no Brasil e com viagens relacionadas ao mandato. Se a cota não for utilizada em sua totalidade, o crédito retorna para a Câmara. O pacote é uma resposta à onda de denúncias que arranhou a imagem da instituição nos últimos dias.
 

Jornal da Paraíba

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