Deputado da Paraíba refuta idéia de fusão DEM/PMDB e lembra que 44% da população brasileira votou a favor do projeto apoiado pela oposição
A mobilização de algumas lideranças nacionais dos Democratas (DEM), entre os quais o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para a realização de uma fusão com o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) vem sendo refutada no cenário paraibano e ironicamente tratada pelo deputado federal Efraim Filho (DEM).
O desempenho geral negativo do partido nas últimas eleições, incluindo a tentativa de reeleição do senador Efraim Morais, pai do deputado, é uma das explicações dadas por setores da cúpula nacional do partido para justificar a aproximação com o PMDB. Uma perspectiva refutada pelo parlamentar paraibano.
"No âmbito nacional, a posição da Paraíba é fechada contra essa fusão e pelo papel da oposição que vamos fazer, afinal, 44% da população brasileira votou a favor do projeto que a oposição lançou", disse Efraim Filho.
Para o vice-presidente nacional do PMDB, Michel Temer manteve conversas nos últimos dias dentro do próprio PMDB e concluiu que a união entre DEM/PMDB é praticamente impossível, embora seja do desejo de Gilberto Kassab, o prefeito de São Paulo. A prioridade, no momento, diz ele, é a relação PT-PMDB. “Não pode haver traumas entre PT e PMDB”, diz Temer.
Como vice-presidente, ele vai defender no partido que todo e qualquer movimento de rearranjo partidário tenha por base este aspecto: preservar a política da boa vizinhança entre as duas principais legendas que sustentarão o governo de Dilma Rousseff e dele próprio. “Não pode haver desconfianças”, prega.
O problema é que Temer ainda não conseguiu avaliar se terá forças para levar adiante essa tarefa de aplainar suspeitas. Nos últimos dias, além dos entraves entre Aloízio Mercadante (PT) e Renan Calheiros (PMDB) no Senado, o governo viu o principal aliado no Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, entrar com uma ação judicial exigindo que o governo estadual seja compensado pelos recursos que deixará de arrecadar dentro da operação de capitalização da Petrobras.
Enquanto as rugas no Senado e no pré-sal crescem, está aberta na Câmara a temporada de ensaios de fusão e/ou criação de novos partidos — hipóteses que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, funcionam como um passaporte para troca de legendas sem que necessariamente haja punições por infidelidade partidária.
Na base governista, esses movimentos não têm tido segmento. Enquanto as conversas entre DEM e PMDB seguem aos tropeços — e estão em ritmo decrescente por causa da reação contrária dos atores envolvidos e do próprio governo — PTB, PR e PP ensaiam formas de ampliar o poder de fogo, no governo e no Congresso.
Se a fusão ocorresse:
Ocorre que, se esse trio seguir para uma fusão ou mesmo uma simples formação de bloco, PT e PMDB montam outra parceria e, com maior número de deputados, ocupam todos os principais cargos da Mesa Diretora, comissões no Parlamento e ainda postos importantes no governo Dilma.
Simone Duarte
PB Agora
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